Ilustrada
31/05/2008 - 23h13

Maria Paula leva fortuna, mas fica com Ferraço no fim de "Duas Caras"

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MITCHEL DINIZ
colaboração para a Folha Online

Depois de muita especulação sobre o destino do casal principal de "Duas Caras" no capítulo final da novela, Ferraço (Dalton Vigh) e Maria Paula (Marjorie Estiano) finalizaram a trama das oito da Rede Globo aos beijos, em uma praia paradisíaca.

No entanto, a protagonista pôs em seu nome toda a fortuna do ex-vigarista, enquanto Ferraço permaneceu trancafiado na cadeia durante dois anos. Maria Paula não vai buscá-lo na penitenciária e ele recebe a notícia do desfalque através de Barreto (Stenio Garcia). O final prometia surpreender, mas eis que Maria Paula liga para Ferraço e em tom de sarcasmo o convida para se juntar a ela e ao filho do casal, Renato.

No desfecho do folhetim de Aguinaldo Silva, a vilã também teve o seu final feliz. Após de ter frustrada a tentativa de matar Renato, Sílvia (Alinne Moraes), a ex de Ferraço, foge da polícia e acaba atropelada. O motorista do veículo socorre a moça e os dois terminam juntos em Paris. A moça vai embora do Brasil mas leva consigo um "souvenir" --o motorista João Batista (Júlio Rocha), que passa a trabalhar para o novo casal.

Pelo visto a cidade luz é o reduto das vilãs bem-sucedidas dos folhetins da Globo. À exemplo de Bia Falcão, personagem de Fernanda Montenegro em "Belíssima", de Sílvio de Abreu, que terminou a trama diante da torre Eifel ao lado do gigolô Mateus, interpretado por Cauã Reymond.

Beijo sim, gay não

O casamento coletivo na Portelinha foi marcado por muitos beijos. Ao todo, onze casais trocaram alianças na cerimônia. Mas o beijo mais esperado de "Duas Caras" não aconteceu. Bernardinho (Thiago Mendonça) e Carlão (Luigui Palhares) selaram o matrimônio apertando as mãos. Uma cena curta que quase passou despercebida no fim da trama.

Também foi breve a cena em que o triângulo formado por Bernardinho, Dália (Leona Cavali) e Heraldo (Alexandre Slaviero) recebe a notícia de que ganhou na Justiça o direito de registrar uma criança incluindo os nomes dos dois pais na certidão.

Veteranas

A atriz Mara Manzan, que deixou o elenco da novela para se tratar de um câncer no pulmão, reapareceu no final da trama encarnando a personagem Amara. Moradora da Portelinha, Amara volta com Bernardo (Nuno Leal Maia), quem havia deixado quando descobriu que estava sendo traída.

Enquanto isso na Universidade Pessoa de Moraes, Branca (Suzana Vieira) recebe a visita de Célia Mara (Renata Sorrah) na sala da diretoria. As rivais trocam insultos e acabam protagonizando uma cena antológica, brigando no chão.

Depois de muitos tapas, arranhões, e puxadas de cabelo, as duas começam a rir da briga e fazem piada da situação --brincam com a idade uma da outra. O desafeto é resolvido e as duas ficam amigas. Célia Mara vira assessora de Branca nos assuntos da universidade.

Em um desfecho pouco empolgante e sem muitas novidades, atrizes veteranas roubaram a cena.

Comentários dos leitores
Fernanda Martins (24) 31/05/2008 23h49
Fernanda Martins (24) 31/05/2008 23h49
Homossexualismo já existia no Império Romano. Não é de hoje. Também não é de hoje que rola homossexualismo em conventos e seminários. Até os animais ditos erroneamente irracionais são homossexuais. Rebater o homessexualismo falando que vai acabar com a espécie humana, é brincadeira. Tem até gente demais no mundo, e não vai ser por culpa dos homossexuais que os humanos vão se extinguir. O próprio planeta já não tá dando conta do maior predador, o humano, que está acabando mais rápido com o planeta. O ser humano vai morrer por conta de sua própria hipocrisia e displicência com o planeta em que vive e deveria cuidar. A novela tratou da união estável entre homossexuais, logo será votado este tema no STJ. O ser humano precisa parar de ser hipócrita e se achar o único ser superior...não sei que superior...aliás, dizem que superior é papai do céu..vai entender o ser humano.. 22 opiniões
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Tiago Raiher (1) 31/05/2008 23h36
Tiago Raiher (1) 31/05/2008 23h36
Caramba, a rede globo se supera novamente...alguém pode explicar como o "Ferraço" conseguiu a façanha de ir pra cadeia(regime fechado), não tendo antecedentes criminais, confessando seus crimes, que não lhe imporiam jamais o cumprimento de 2 anos em penitenciária, pois teria sua pena suspensa? Agora, o povo brasileiro vai achar que estes crimes levam o agente à prisão. Dever-se-ia mostrar o que realmente acontece no Brasil, um criminoso como "Ferraço" teria sua pena suspensa, ou seria substituída por serviços comunitários, ou até lhe restaria o pagamento de cestas básicas. Lamentável. A lei brasileira é mole, não dura! 13 opiniões
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Pablo Henrique (4) 31/05/2008 18h29
Pablo Henrique (4) 31/05/2008 18h29
MOSSORO / RN
As religiões cegam as pessoas. Esse assunto precisa ser discutido a luz da ciência, e não de conceitos religiosos. As pessoas que vêm aqui classificar a homossexualidade como anormal ou desvio sexual faltam com a verdade. Primeiro que religião nenhuma tem competência para classificar algo como doença ou desvio. Esse papel cabe a ciência.Anormal é discriminar um ser humano, destruir sua auto-estima, marginalizá-lo. A Folha precisa ter cuidado na análise de alguns termos antes de liberar comentários. 16 opiniões
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