Rumo ao Brasil, Billy Paul lamenta morte de Bo Diddley
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
O cantor Billy Paul, 73, retorna ao Brasil para mais uma turnê e lamentou, por telefone da cidade de Filadélfia, a morte do guitarrista Bo Diddley.
"Eu estou muito triste hoje", disse Paul, ao comentar que ele e o guitarrista não chegaram a ser íntimos, mas se apresentaram em algumas ocasiões em mesmos festivais há cerca de 30 anos.
| Divulgação |
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| Billy Paul disse ter se apresentado no Brasil por já cerca de 40 vezes em sua carreira |
Presença habitual em cartazes de casas de show brasileiras, Paul brincou com o número de vezes que se apresentou no país.
"Há são umas 40, eu já falo português, é minha segunda casa", disse o cantor, que pronuncia "Eu te amo" muito bem.
"Eu toco para meu público, para os filhos deles e atualmente para os netos e até bisnetos. Já toco para quatro gerações", afirmou Paul ao comentar sobre a longevidade de sua carreira. Segundo ele, sua música consegue atravessar gerações porque é ouvida em casa e se torna algo que passa de pai para filho.
Quanto ao público, Paul diz sentir uma diferença entre o brasileiro e o americano. "Eu fico mais relaxado no Brasil", disse o cantor, que já se apresentou em Natal, Amazonas, interior de São Paulo, no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e diversos outros Estados.
A música brasileira também serve de inspiração para Paul, que afirmou ter composto uma em bossa-nova --o título é "I Wish You Love"-- em lembrança aos 50 anos do ritmo.
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| Cantor disse que sempre foi democrata e que apoio a Barack Obama não é devido a cor |
Democrata, Paul disse estar torcendo por Barack Obama. "Ele representa mudança, não é nada a ver com a cor, mas com mudança".
Apesar de não gostar de política, quando questionado sobre se a cor não será um fator determinante na corrida presidencial dos Estados Unidos, o cantor declarou: "Olha, ainda estamos em um país racista, claro que pode influenciar, mas ele representa mudança, é um homem educado".
Antes de terminar a conversa, Paul reiterou a preocupação da mulher e empresária dele, que atendeu o telefone e logo perguntou sobre o tempo em São Paulo. "Eu vou levar um abrigo, em São Paulo sempre chove", afirmou decepcionado o cantor, que daqui a dois dias chega ao Brasil para uma série de apresentações. A agenda dele inclui um show em Florianópolis fechado, além dos listados abaixo.
São Paulo
Quando: sábado (7), às 22h
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olimpia, tel. 0/xx/11/3897-4456)
Quanto: de R$ 60 a R$ 180
Rio de Janeiro
Quando:11 de junho, às 23h
Onde: Canecão Petrobras (av. Venceslau Brás, 215, Botafogo, tel. 0/xx/21/2543-1241)
Quanto: de R$ 20 a R$ 320
Curitiba
Quando: 12 de junho, às 22h
Onde: Teatro Positivo (r. prof. Pedro Viriato Parigot de Sousa, 5.300 tel. 0/xx/41/3317-3107)
Quanto: R$ 163
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