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02/06/2008 - 18h06

Rumo ao Brasil, Billy Paul lamenta morte de Bo Diddley

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

O cantor Billy Paul, 73, retorna ao Brasil para mais uma turnê e lamentou, por telefone da cidade de Filadélfia, a morte do guitarrista Bo Diddley.

"Eu estou muito triste hoje", disse Paul, ao comentar que ele e o guitarrista não chegaram a ser íntimos, mas se apresentaram em algumas ocasiões em mesmos festivais há cerca de 30 anos.

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Billy Paul disse ter se apresentado no Brasil por já cerca de 40 vezes em sua carreira
Billy Paul disse ter se apresentado no Brasil por já cerca de 40 vezes em sua carreira

Presença habitual em cartazes de casas de show brasileiras, Paul brincou com o número de vezes que se apresentou no país.

"Há são umas 40, eu já falo português, é minha segunda casa", disse o cantor, que pronuncia "Eu te amo" muito bem.

"Eu toco para meu público, para os filhos deles e atualmente para os netos e até bisnetos. Já toco para quatro gerações", afirmou Paul ao comentar sobre a longevidade de sua carreira. Segundo ele, sua música consegue atravessar gerações porque é ouvida em casa e se torna algo que passa de pai para filho.

Quanto ao público, Paul diz sentir uma diferença entre o brasileiro e o americano. "Eu fico mais relaxado no Brasil", disse o cantor, que já se apresentou em Natal, Amazonas, interior de São Paulo, no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e diversos outros Estados.

A música brasileira também serve de inspiração para Paul, que afirmou ter composto uma em bossa-nova --o título é "I Wish You Love"-- em lembrança aos 50 anos do ritmo.

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Cantor disse que sempre foi democrata e que apoio a Barack Obama não é devido a cor
Cantor disse que sempre foi democrata e que apoio a Barack Obama não é devido a cor

Democrata, Paul disse estar torcendo por Barack Obama. "Ele representa mudança, não é nada a ver com a cor, mas com mudança".

Apesar de não gostar de política, quando questionado sobre se a cor não será um fator determinante na corrida presidencial dos Estados Unidos, o cantor declarou: "Olha, ainda estamos em um país racista, claro que pode influenciar, mas ele representa mudança, é um homem educado".

Antes de terminar a conversa, Paul reiterou a preocupação da mulher e empresária dele, que atendeu o telefone e logo perguntou sobre o tempo em São Paulo. "Eu vou levar um abrigo, em São Paulo sempre chove", afirmou decepcionado o cantor, que daqui a dois dias chega ao Brasil para uma série de apresentações. A agenda dele inclui um show em Florianópolis fechado, além dos listados abaixo.

São Paulo
Quando: sábado (7), às 22h
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olimpia, tel. 0/xx/11/3897-4456)
Quanto: de R$ 60 a R$ 180

Rio de Janeiro
Quando:11 de junho, às 23h
Onde: Canecão Petrobras (av. Venceslau Brás, 215, Botafogo, tel. 0/xx/21/2543-1241)
Quanto: de R$ 20 a R$ 320

Curitiba
Quando: 12 de junho, às 22h
Onde: Teatro Positivo (r. prof. Pedro Viriato Parigot de Sousa, 5.300 tel. 0/xx/41/3317-3107)
Quanto: R$ 163

 

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