Corpo do músico J.T. Meirelles é enterrado no Rio
da Folha Online
O saxofonista, arranjador e compositor João Theodoro Meirelles foi enterrado, na tarde desta quarta-feira (4), no cemitério do Catumbi (centro do Rio). Um dos principais nomes do estilo samba-jazz, ele morreu ontem, em seu apartamento, no Rio, aos 67 anos, com problemas no estômago.
| Roberto Price/Folha Imagem |
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| J.T. Meirelles, um dos principais nomes do samba-jazz, morre no Rio |
J.T. Meirelles, como era mais conhecido, tinha apenas 23 anos quando fez para o primeiro disco do então Jorge Ben, "Samba Esquema Novo" (1963), alguns arranjos, entre eles o de "Mas que Nada", o primeiro sucesso de Jorge Benjor e uma das músicas brasileiras mais gravadas no mundo.
Com o sucesso de "Mas que Nada" e "Chove, Chuva", Meirelles pôde fazer seus próprios discos, instrumentais e totalmente livres de pressões comerciais ou artísticas por parte de gravadora. Recrutou o conjunto que viria a batizar Os Copa 5, composto por músicos de alto calibre, todos ligados à bossa nova: Luiz Carlos Vinhas, Dom Um Romão, Manoel Gusmão e Pedro Paulo. Foi a formação que criou o conciso "O Som" (64), com seis clássicos instrumentais de Meirelles.
Em 65, o conjunto original já estava disperso, o que o moveu a congregar uma nova equipe (da anterior, só restara Gusmão) para elaborar o menos autoral "O Novo Som". Os novos Copa 5 eram Eumir Deodato, Edison Machado, Roberto Menescal e Waltel Branco.
Em 2005, ele lançou o CD "Esquema Novo" para evocar o momento histórico e, como o título deixava claro, mostrar que estava sempre se renovando.
Com informações da Folha de S.Paulo


