Marcelo D2 contesta processo por levar filho a show
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PEDRO ALEXANDRE SANCHESda Folha de S.Paulo
Em comunicado assinado por seu empresário, o rapper Marcelo D2, 35, contestou ontem o processo administrativo aberto contra ele pelo juiz Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e da Adolescência do Rio de Janeiro.
No texto, o empresário Marcelo Lobatto critica a ausência do juiz no show do Hip Hop Manifesta, no início do mês, de que participou o filho de D2, que teria sido exposto pelo pai a apologia de drogas. E insinua que o processo teria ligação com um pedido do filho do juiz, Renato Darlan, para que D2 apoiasse sua candidatura a vereador.
Darlan responde: "Meu filho é um homem público que acaba de lançar sua candidatura. Esse cidadão (Lobatto) foi quem o procurou para que intermediasse um encontro comigo. Ele será notificado para esclarecer que tipo de insinuação quis fazer".
Darlan afirma que nunca se referiu a apologia de drogas, tema que diz não ser de sua competência: "Se esse empresário fosse competente, teria providenciado um alvará para permitir a participação de um garoto de 12 anos num show proibido para menores de 18 anos".
Em entrevista à Folha, D2 protestou contra a atitude do juiz: "O cara não pode ficar falando isso, pode prejudicar meu filho na escola, com os colegas". Darlan retruca: "Ele tem toda razão, mas quem levou o filho e provocou sua exposição foi ele, não eu".
O rapper afirma que vinha levando o menino para cantar em seus shows, sem nenhuma repressão dos juizados de menores. "Eu nem sabia que precisava de alvará. Agora não levo mais."

