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Ilustrada
05/06/2008 - 18h46

Produtores de TV buscam séries e originalidade; internet não preocupa

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

Os executivos de TV buscam atualmente séries e idéias originais, que possam ser vendidas e adaptadas para vários países, além disso, quanto mais barata a produção, melhor. Essa é uma das conclusões dos participantes do 9º Fórum Brasil - Mercado Internacional de Televisão.

As novelas continuam em alta, com negócios fechados principalmente com países da América Latina e África, segundo a Folha Online apurou nos estandes das emissoras.

No entanto, as séries de ficção ou documentais parecem ser o foco de compradores e co-produtores dos EUA, Canadá e França.

A executiva Laura Annalora, do National Geographic (EUA), disse que tais projetos são bem-vindos, assim como os com um baixo orçamento, mas que o quesito não é determinante. "Queremos projetos novos, idéias criativas, se forem baratas, melhor, mas isto não é determinante", afirmou Annalora.

Silva Basmajian, da National Film Board, do Canadá, afirmou que busca além de idéias de tramas originais, também novos formatos, que podem ser até para celular, segundo ela. Basmajian também frisou que o foco para co-produção é o de temas originais, que possam ser vendidos para vários países sem que necessariamente tenha de se compreender contextos específicos para acompanhar a história.

O executivo François Sauvagnargues, da Arte, disse que a compra de séries é mais importante para ele que a aquisição de telenovelas.

Além disso, outra tendência, é a venda de formatos menos engessados, que possibilitem adaptações locais, argumento defendido pelo criador e produtor de "Betty, a Feia", Fernando Gaitán.

Pedro Davila, da TV Caracol, da Colômbia, disse concordar com o argumento e com a liberdade de adaptação, algo que exemplificou com o seu produto "Sin Tetas no Hay Paraíso" ("Sem Seios Não Há Paraíso), produção colombiana que ganhará versão nos EUA.

Quanto à ameaça da internet às TVs, a executiva da Band Elisabetta Zenatti discordou, afirmando que cada mídia encontrará seu espaço sem que necessariamente uma "devore" a outra.

A produção independente também foi fortemente defendida no seminário, principalmente por Annalora, Denise Gomes da Bossa Nova Films, Sauvagnargues e Basmajian.

 

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