Cantor fica em silêncio em julgamento por pornografia infantil
da Efe, em Washington
O cantor vencedor de um Grammy R. Kelly, 41, que enfrenta uma pena de 15 anos de prisão por 14 acusações de pornografia infantil, disse hoje (10) perante o juiz que guardará silêncio em sua própria defesa.
| Brian Kersey/AP |
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| R. Kelly decidiu não depor em seu julgamento por pornografia infantil nos Estados Unidos |
A imprensa local informou hoje que as primeiras palavras que o cantor pronunciou em seu julgamento por pedofilia foram: "Decidi não depor".
Em 2002, o jornal "Chicago Sun Times" recebeu uma fita de 27 minutos na qual aparecia um homem, supostamente Robert Sylvester Kelly, que mantinha relações sexuais com uma menina, que devia ter 13 anos quando as primeiras imagens foram tomadas.
Durante as últimas audiências, os advogados do acusado levaram ao palanque várias testemunhas, entre os quais três parentes da suposta vítima, os quais afirmaram que não reconheciam a menina que aparecia no vídeo.
No entanto, a acusação apresentou 22 testemunhas, entre os quais se encontravam amigos da adolescente nessa época e parentes que reconheceram a jovem nas imagens.
No início de junho, uma mulher afirmou que manteve várias relações sexuais com uma menor e o ganhador de um Grammy por "I Believe I can Fly".
Após três horas de depoimento, Lisa Van Allen, 27, contou a um júri de Chicago (no Estado norte-americano de Illinois) seus supostos encontros sexuais com o rapper e uma menor, entre 1998 e 2000, alguns dos quais foram gravados com uma câmera.
Van Allen alegou que, no ano passado, o cantor lhe ofereceu US$ 250 mil (R$ 425 mil) para recuperar uma das fitas de seus encontros sexuais.
Estima-se que, na época, Kelly teria em torno de 30 anos, Van Allen já teria completado 18 e a suposta vítima tinha cerca de 14.
No entanto, Van Allen indicou que o cantor tinha dito que a menina já havia completado 16 anos, apesar de a idade de consentimento legal no Estado de Illinois ser de 17 anos.
Além disso, a testemunha afirmou que começou a chorar durante o segundo encontro sexual do trio, em 1999, o que incomodou o suposto pedófilo.
O depoimento da jovem retratou Kelly como um maníaco sexual, que sempre carregava consigo uma bolsa de esporte cheia de brinquedos sexuais.
Até o momento, Kelly negou ser o homem que aparece na fita, mas duas testemunhas da acusação identificaram em audiências anteriores a menor como uma menina que sempre estava perto do cantor na época na qual supostamente aconteceu o crime.
Lindsey Perryman, ex-assistente pessoal de Kelly, afirmou que reconhecia "110%" a menina, a qual costumava passar "longas horas" no estúdio de gravação do acusado. A suposta vítima ainda não depôs no julgamento.
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