Corpo de Jamelão é velado na quadra da Mangueira
MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online
O corpo do sambista José Bispo dos Santos, o Jamelão, é velado desde as 18h deste sábado (14), na quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira (r. Visconde de Niterói, 1072, Mangueira, Rio).
Ao lado do caixão, estão dispostas várias coroas de flores enviadas por amigos, sambistas e pelas escolas de samba do Carnaval do Rio. O corpo foi recebido com aplausos. Depois, os presentes cantaram emocionados a música "Exaltação à Mangueira".
| Divulgação/Mangueira |
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| Jamelão (em desfile da Mangueira) era considerado o maior intérprete do Carnaval |
Integrantes da comunidade mangueirense e personalidades do samba acompanham o velório e dão o último adeus ao artista, morto na madrugada deste sábado, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no Rio, onde estava internado desde a última quinta-feira.
Jamelão morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos. Ele havia sido internado com um quadro de infecção pulmonar e urinária. Segundo a clínica, os problemas de saúde eram decorrentes da idade avançada do cantor, que havia completado 95 anos em 12 de maio deste ano.
Baluarte
A Mangueira divulgou nota na qual decretou luto pela morte do sambista, que era presidente de honra da agremiação carnavalesca.
"A presidente Eli Gonçalves, a Chininha, a diretoria e segmentos da Estação Primeira de Mangueira estão de luto pelo falecimento de Jose Bispo dos Santos (Jamelão), presidente de honra, baluarte e intérprete oficial, aos 95 anos", diz a nota.
| Divulgação/Mangueira |
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| Comissão de frente da Mangueira fez homenagem a Jamelão no Carnaval |
Jamelão deixa mulher, filha e dois netos. A viúva de Jamelão, Delice Ferreira dos Santos, 82, acompanha o velório cercada de familiares. Eles estavam casados havia 58 anos, informou a assessoria da Mangueira.
Enterro
Jamelão nasceu no Rio, em 12 de maio de 1913. Ele era considerado o maior intérprete do Carnaval. O enterro está marcado para 11h deste domingo (15), no cemitério São Francisco Xavier, conhecido como cemitério do Caju (r. Monsenhor Manoel Gomes, 155, Caju, Rio).
Chico Buarque lamenta
O cantor e compositor Chico Buarque, que foi homenageado pela Mangueira no Carnaval de 1998, lamentou a morte de Jamelão. Chico soube da notícia em Paris, onde escreve seu próximo livro, informou a assessoria do compositor.
"Meu amigo Jamelão era um imenso cantor e o melhor mau humor do Brasil", declarou Chico Buarque.
Saiba mais sobre a morte do sambista. Leia outros depoimentos de personalidades do mundo do samba sobre Jamelão.
Veja galeria de imagens de Jamelão e da Mangueira.
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