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Ilustrada
15/06/2008 - 15h23

Califórnia se prepara para celebrar casamento gay

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da France Presse, em Los Angeles

Na Califórnia, a partir de segunda-feira (16), os casais homossexuais poderão dizer o "sim" perante a legislação estadual que autorizou o casamento gay, um marco sem precedentes na história da conservadora sociedade americana.

Os casais do mesmo sexo poderão se casar a partir de amanhã, quando completa um mês que a Suprema Corte da Califórnia emitiu uma sentença histórica ao considerar inconstitucional a proibição do casamento gay, argumentando que é discriminatório permitir a união legal somente a um homem e uma mulher.

A medida entra em vigor na segunda-feira às 17h (21h, horário de Brasília), e na terça-feira (17) são esperados milhares de casais que fazem parte de um dos estados mais populosos dos Estados Unidos, com 37 milhões de habitantes, para oficializar a união entre a "parte A" e a "parte B", como estipulam os formulários que substituíram a definição de "marido" e "mulher".

Apesar da oposição de grupos conservadores, os homossexuais poderão oficializar o casamento e ganhar os direitos desde o extremo sul de San Diego, Los Angeles, o centro homossexual de West Holywood até a cidade de São Francisco, símbolo do movimento gay nos Estados Unidos.

A Califórnia se converte no segundo estado, depois de Massachusetts, a outorgar o direito ao casamento gay.

Em Nova Jersey e Vermont existem leis que garantem os direitos a casais do mesmo sexo, similares aos que casais heterossexuais dispõem como o direito de herança em caso da morte do parceiro e a divisão dos bens.

Economia

O potencial econômico dos novos casamentos promete. "Os gastos diretos dos casais californianos do mesmo sexo para se casar, assim como o de casais provenientes de outros estados, que terão que arcar também com estadia, beneficiará a economia do estado com mais de 638,3 milhões de dólares por ano, além de criar 2.100 empregos", afirma uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

"Estes lucros serão bem-vindos no setor aéreo e do turismo, que no momento estão preocupado com as conseqüências da economia americana sobre o turismo tradicional", explicou Jack Kyser, diretor da câmara de comércio de Los Angeles.

 

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