Produtores italianos de cinema vão boicotar Festival de Veneza
da Folha Online
Os maiores produtores e distribuidores do cinema italiano anunciaram nesta quarta-feira (25) que boicotarão o Festival de Cinema de Veneza.
| Mike Blake/Reuters |
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| Novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen vai inaugurar a 65ª edição do Festival de Veneza |
Os profissionais não participarão do evento --que acontece entre 27 de agosto a 6 de setembro-- em protesto contra o fim dos incentivos fiscais para as empresas que investem no setor.
"Se o governo não mudar de idéia vamos desertar os festivais de Roma, Veneza e Turim", anunciaram as maiores associações de produtores e distribuidores de cinema, Anica, Agis e Api, em um comunicado oficial.
O anúncio foi feito depois que o governo de Silvio Berlusconi decidiu pôr fim à chamada lei para "salvar o cinema", que prevê uma série mecanismos e isenções fiscais para as empresas que investem no setor.
"O governo, descumprindo os compromissos adquiridos, decidiu dar um golpe mortal no cinema italiano, justamente no momento em que demonstra em nível internacional uma grande vitalidade artística e industrial", indica o comunicado.
A lei, aplicada em vários países, entre eles Brasil e Canadá, foi concebida durante o governo anterior de centro-esquerda com o apoio de todos os partidos, e inclusive, havia sido aprovada pelo atual ministro da Cultura, Sandro Bondi.
Irmãos Coen
"Burn After Reading", mais novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen --que venceram a mais recente edição do Oscar na categoria melhor filme por "Onde os Fracos Não Têm Vez"--, irá inaugurar a 65ª edição do Festival de Veneza.
Estrelado por Brad Pitt, George Clooney e John Malkovich, a comédia de humor negro possui uma trama de espionagem na qual um ex-agente da CIA (Malkovich) perde um CD com suas memórias. As informações terminam, por acidente, nas mãos de um professor de ginástica (Pitt), que tenta obter algum dinheiro com sua descoberta.
Olmi
Ainda nesta edição do festival, o cineasta italiano Ermanno Olmi, 76, receberá o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra.
O Leão de Ouro será concedido a Olmi "em homenagem a um cineasta que deixou uma marca muito profunda na invenção do cinema moderno", afirma a Bienal de Veneza.
O prêmio para Olmi foi proposto pelo diretor do festival, Marco Müller.
Com France Presse e Efe
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