Ilustrada
26/06/2008 - 08h36

Mostra no Rio expõe intimidade de Machado de Assis

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CAIO JOBIM
colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio

No ano em que se celebra o centenário da morte de Machado de Assis, uma exposição revelará um pouco de sua intimidade. Objetos pessoais, livros de sua biblioteca particular, primeiras edições de suas obras, manuscritos, textos elogiosos, críticas arrasadoras, instalações, filmes, documentários e fotos estão na exposição "Machado Vive", que começa hoje no Rio, no palácio Austregésilo de Athayde, sede da Academia Brasileira de Letras.

Reprodução
Machado de Assis aos 25 anos.
Imagem registra Machado aos 25 anos, foto será exposta pela 1ª vez

Na mostra, com curadoria do poeta Alexei Bueno, o escritor se torna personagem, e a ficção fica em segundo plano, escondida atrás de encadernações antigas de suas próprias obras ou dos livros de seus mestres.

"São 14 módulos em uma disposição ao mesmo tempo cronológica e temática em que a obra, que é o mais importante, está representada em seus livros e manuscritos, mas achei importante contextualizar a relação de Machado com a família, seus amigos e inimigos, e com o Rio antigo", diz Bueno.

O passeio começa na casa em que o escritor nasceu, na chácara de dona Maria José de Mendonça Barroso, onde seus pais moravam como agregados -retratada no canto de uma foto panorâmica do morro do Livramento. Termina em seu leito de morte, em espaço que reproduz livremente o interior do sobrado em que o escritor viveu no Cosme Velho.

Do último capítulo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", todo de negativas, que encerra a mostra, "Machado Vive" capta a essência: nega a morte da memória, como o personagem que volta à vida depois de morto para recriar sua existência, e transmite a todas as criaturas o legado de nossa mais alta literatura.

Machado Vive
Quando: de seg. a sex., das 10h às 17h; até 30/12
Onde: sede da ABL (av. Presidente Wilson, 203, tel. 0/xx/21/3974-2500)
Quanto: entrada franca

 

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