Veja perfil de Ingo Schulze
da Folha Online
Ganhador de importantes prêmios de literatura na Alemanha e Itália, membro da Academia da Língua Alemã (Deutschen Akademie für Sprache und Dichtung) e da Academia de Arte de Berlin (Akademie der Künste Berlin) desde 2006, Ingo Schulze, nascido em Dresden em 1962, casado e pai de duas filhas, foi considerado um dos seis melhores jovens romancistas da Europa pela revista New Yorker, em abril de 1998, que ressaltou o fato de ele ser comparado a Raymod Carver (1943-1988), escritor e poeta americano que reviveu o gênero conto nos anos 80 nos Estados Unidos.
| Jim Rakete/Divulgação |
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| O escritor Ingo Schulze, que participa da 6ª edição da Flip, que acontece em Paraty (Rio) |
Sua literatura irônica, que, ao retratar o passado busca apresentar o presente, é fruto de uma formação em letras clássicas (língua e literatura grega e latina) aliada a estudos de filologia germânica, entre 1983 e 1988, que o fazem conhecedor de toda a literatura antiga e medieval-humanística. Tal formação é claramente perceptível na poética-retórica que perpassa sua obra, no modo como se relaciona com a política e ao falar sobre uma Alemanha unificada --a queda do Muro de Berlin (1989) é o limiar de sua literatura, o evento que marca uma mudança nas relações ocidentais que se reflete intensamente na sociedade alemã atual.
Filho de um físico e de uma médica, Schulze, quando jovem, queria ser escritor e tornar-se famoso para fugir à convocação militar na antiga República Democrática Alemã. Apesar de seu desejo, ele acabou servindo à vida militar por 18 dezoito meses, o que lhe acarretou ambientação para alguns contos.
Aos 29 anos, passou os seis primeiros meses de 1993 em São Petersburgo, período que subjaz à sua primeira publicação em 1995, a coleção de contos ambientados naquela cidade "33 Augenblicke des Glücks" (algo como "33 Momentos de Felicidade").
Schulze, que na juventude teve contato com obras de Thomas Mann, E. T. A. Hoffmann (1776-1822), Hermann Hesse (1877-1962) e Heinrich Heine (1797-1856), desde os 14 anos demonstrava facilidade e gosto para tecer tramas e criar histórias, mas a decisão de escrever veio inspirada pela poetisa Sarah Kirsch e por Wolf Biermann, cantor e compositor alemão contrário ao comunismo. A influência foi tanta que Schulze escreveu que compreendera no trabalho de Biermann que "poemas são capazes de sacudir um Estado".
Schulze é autor de quatro livros e co-autor de um, quase todos traduzidos para várias línguas como: coreano, árabe, islandês etc. No Brasil, já foram publicados "Histórias Simples da Alemanha Oriental", (Lacerda, 2002) e "Celular - Treze Histórias à Maneira Antiga" (Cosac Naify, 2008).
Na Flip participará, com Modesto Carone e Rodrigo Naves, da mesa que tratará do tema "formas breves', que sobretudo vai focar-se no conto como forma arrebatadora.
Fonte: Flip; Site oficial de Ingo Schulze; Perfil do autor na Cosac Naify
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