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01/07/2008 - 18h15

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da Folha Online

O argentino Martín Kohan, 41, é crítico literário e professor universitário de teoria literária. Escreveu, entre contos, ensaios e romances, 12 livros e, com um deles, "Ciências Morais" (Cia. das Letras, 2007) é o mais recente ganhador do prêmio Herralde, na Espanha, que já contemplou Javier García Sánchez e Antonio Soler.
Sua principal característica é o enfoque social, em particular a Argentina pós-ditadura partindo de temas comuns, como o dia-a-dia ou a Copa de 1978 na Argentina.

Alejandro Guyot/Divulgação
Escritor Martín Kohan, que participa da 6ª edição da Flip, em Paraty (Rio)
Escritor Martín Kohan, que participa da 6ª edição da Flip, em Paraty (Rio)

A literatura de Kohan é despojada de testemunhos, característicos de literaturas pós-ditatoriais ou de pós-guerra, e isto é particularmente sensível em "Duas Vezes Junho" (Amauta, em 2005).

A grande diferença entre Kohan e outros grandes escritores argentinos é a ausência da antinomia "alta cultura" e "cultura de massa", a primeira privilegiada por escritores como Juan Jose Saer, e a outra privilegiada por Osvaldo Soriano.

Para Kohan, esta antinomia é redutora, esquemática, rígida e demasiada simples. Outro aspecto importante é a não-teorização na composição, apesar de crítico e professor universitário, Kohan não se atém a esquemas, mas também não foge deles.

A mesa que tem por título "Estética do Frio", vai contar, além de Kohan, com Nathan Englander e Vitor Ramil, e seu tema central deve ser identidade: a do pós-guerra, a de uma nação --judaica, no caso de Englander--, e como Rio e São Paulo percebem a cultura do sul.

Fonte: Flip

 

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