Veja perfil de Cees Nooteboom
da Folha Online
Cees Nooteboom é o maior escritor contemporâneo de língua holandesa da atualidade. Nascido em Haia, em 1933, Nooteboom, cotado várias vezes para o prêmio Nobel, coleciona nada menos que 17 prêmios de vários países da Europa e uma bibliografia de mais de 50 obras, escritas desde 1954, quando publicou seu primeiro romance "Phillip en de Anderen" (algo como "Felipe e os Outros", ainda não traduzido para o português).
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| O escritor Cees Nooteboom, que participa da Flip-2008, em Paraty |
É ensaísta, poeta, escritor de literatura de viagem --que ao lado dos romances compõe a maior parte de sua obra. Escreveu sobre Espanha, Tunísia, Suriname, Bolívia, já ambientou dois livros no Brasil, como o "Een Ochtend in Bahia" ("Uma manhã na Bahia", 1968, ainda não traduzido para o português) e" Paraíso Perdido" (Cia. das Letras, 2008), cujo título é tirado de uma obra de John Milton.
Suas personagens são ricas em experiências e indagações metafísicas, que ele propositadamente dispõe ao leitor, sua linguagem é rica e abrangente, ele joga com a linguagem, como quem a reflete em profundidade.
Nooteboom teve suas obras traduzidas para várias línguas (espanhol, húngaro, turco, francês, inglês etc.). No Brasil dispomos de cinco: "Rituais" (Nova Fronteira, 1995), "A Seguinte História" (Nova Fronteira, 1991) e "Dia de finados" (Companhia das Letras, 2001), além do livro de viagens "Caminhos para Santiago" (Nova Fronteira, 2000) e de seu romance mais recente, "Paraíso Perdido".
Com Fernando Vallejo, na Flip, Nooteboom vai debater o destino humano, cada um sob seu ponto de vista, sem deixar de lado as angústias e o modo de escrever sobre elas em suas obras. Ambos têm muito a dizer sobre literatura e sobre a vasta experiência em criar personagens que muito bem poderiam ser reais.
Fonte: Flip; Cia. das Letras
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