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01/07/2008 - 18h17

Veja perfil de Caco Barcellos

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da Folha Online

Por "Abusado" (Record, 2003), que explora o mundo de grandes grupos que comandam o crime organizado no Rio de Janeiro, o jornalista Caco Barcellos ganhou o prêmio Jabuti de livro de não-ficção em 2004. Isso depois de, em 1992, ter abalado os alicerces da Polícia Militar de São Paulo, em seu polêmico "Rota 66" (Record, 2003) --também agraciado com o mesmo Jabuti.

Divulgação
O jornalista e escritor Caco Barcellos, que participa da Flip-2008
O jornalista e também escritor Caco Barcellos, que participa da Flip-2008

A marca desse gaúcho, jornalista da TV Globo, é o jornalismo investigativo, e foi premiado não só por seus livros, mas também por diversas reportagens na televisão, em jornais e revistas de destaque.

Caco Barcellos tratará com o inglês Misha Glenny, na mesa "Os Fuzis", da Flip, das proporções que a criminalidade tomou, em que a globalização atinge um papel aterrador.

Em 1992, quando expôs a atuação irregular da Rota (Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar), máquina do Estado que exterminou indiscriminadamente milhares de pessoas, a estrutura do micropoder criminoso (o combustível que vazava da Rota) tinha regras, objetivos e instrumentos distintos do que hoje

Barcellos não "pinta" o objeto jornalístico a fim de minimizar, relativizar ou expor em ficção, mas as cores escolhidas pela hábil mão do narrador-jornalista denotam o fascínio que esse exerce pela comunidade que se deixa atuar por ele.

Fonte: Flip; Editora Record

 

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