Ilustrada
01/07/2008 - 18h18

Veja perfil de Misha Glenny

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da Folha Online

O debate que a Flip promove na mesa 8, intitulada "Os Fuzis", com Misha Glenny e Caco Barcellos, mostra-se providencial para entendermos o atual poderio do crime organizado hoje --palavra que passa a ganhar cada vez maior significação.

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O escritor Misha Glenny, que participa da Flip-2008, em Paraty
O escritor Misha Glenny, que participa da Flip-2008, em Paraty

Autor do recente "McMáfia" (Cia. das Letras, 2008), o jornalista inglês virou referência para o estudo das relações internacionais pelo seu poder analítico, que une a frieza de uma escrita sólida, calcada na tradição jornalística européia, à simplicidade do relato, que se faz claro sem deixar de ser informativo ou cair na "falta de estilo".

Em seu primeiro livro, "The Rebirth of History: Eastern Europe in the Age of Democracy" (algo como "O Renascimento da História: o Leste Europeu na Era da Democracia"), de 1990, Glenny esmiúça todas as implicações da queda do comunismo.

Também tratando da crise do comunismo no Leste Europeu e na Europa Central, quando era correspondente da BBC, seu outro trabalho "The Fall of Yugoslavia: the Third Balkan War" (algo como 'A Queda da Iugoslávia: a Terceira Guerra nos Bálcãs), de 1992, é uma das mais abrangentes obras já escritas sobre a região.

Mas é mesmo sua última obra, "McMáfia" que vai dialogar com os relatos jornalísticos de Barcellos na mesa, devido à sua atualidade e pertinência nas discussões nacionais.

Partindo da tese de que não pode haver nenhuma organização criminosa mais próspera do que aquela que tem o apoio ou, no mínimo, a corroboração do Estado, que a justifique e a valide, Glenny traz à tona as feridas de uma sociedade vitimizada pelo crime e pelas tramas que o regem.

Fonte: Flip; Eurozine

 

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