Veja perfil de Xico Sá
da Folha Online
Jornalista, escritor e cearense, não necessariamente nessa ordem; talvez essa seja a melhor definição para o colunista da Folha de S.Paulo, Xico Sá, que reside atualmente na cidade de São Paulo. Sua trajetória se confunde com parte marcante das manifestações culturais mais recentes, como o movimento mangue beat, com o qual colaborou ao lado do grupo Mundo Livre S/A.
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| O escritor e escritos Xico Sá, que participa da Flip-2008, em Paraty |
Seu estilo bem-humorado, meneado por sua prosa fluida e descompromissada, é marca de suas obras, que ora se aproximam da crônica, do relato cotidiano, ora chegam a tocar a polifonia com os assuntos sobre os quais trata: por exemplo, em "Catecismo de Devoções, Intimidades e Pornografias" (Editora do Bispo, 2006), o autor cruza a linguagem do catecismo com o erotismo dos "manuais" antigos de pornografia, subvertendo tanto os valores de um como os de outro.
Essa parece ser a regra de Xico Sá, que procura seguir, seja em suas crônicas futebolistas que escreve semanalmente para a Folha ou em seus livros de maior fôlego, onde faz recortes inusitados e curiosos do dia-a-dia, a subversão como estratégia que se autoconsome --o escritor parece fazer a subversão da subversão da subversão, e é justamente aí que reside a sua riqueza.
Em "Modas de Macho e Modinhas de Fêmea" (Record, 2003), Xico Sá presta uma homenagem às avessas a toda moça "singela" que queira descobrir o comportamento masculino, o comportamento "macho". Aqui a lógica da auto-ajuda fácil cai na armadilha armada pelo próprio autor e o resultado é um livro de humor ácido.
Seu blog, "O Carapuceiro", está repleto de crônicas reunidas há mais de três anos, onde o leitor pode acompanhar pela internet todas as suas histórias.
Sua mesa na Flip, intitulada "Conversa de Botequim", deve estabelecer a figura de Jayme Ovalle (1894-1955), figura controversa do modernismo brasileiro, boa praça e boa-vida, como eixo central para as discussões: a conversa cotidiana, a música descompromissada e preguiçosa, e o sarcasmo inconseqüente, como formas sim de legitimar uma expressão artística.
Fonte: Flip; Record; Editora do Bispo; O Carapuceiro
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