Publicidade

Ilustrada
01/07/2008 - 18h20

Veja perfil de Modesto Carone

Publicidade

da Folha Online

O conto, ou a "forma breve", dará o tom temático da mesa da qual o crítico e escritor Modesto Carone fará parte ao lado do alemão Ingo Schulze e o brasileiro Rodrigo Naves. Considerado o maior especialista em Franz Kafka (1883-1924) no Brasil, Carone traduziu suas obras direto do original alemão pela Cia. das Letras em um trabalho pioneiro e bastante cuidadoso.

Divulgação
O escritor e tradutor Modesto Carone, que participa da Flip-2008, em Paraty (Rio)
O escritor e tradutor Modesto Carone, que participa da Flip-2008, em Paraty (Rio)

Esse debruçar-se sobre as traduções de Kafka, um dos maiores mestres na arte do conto, só vem a ressaltar a autoridade de um Carone em um gênero que pode ser consagrador, mas também pode levar um autor à total frustração, como já aconteceu muitas vezes com autores consagrados que, quando foram lidar com o gênero de fôlego menor, não tiveram o mesmo êxito atingido em romances.

Mais do que a experiência como tradutor e ensaísta, Carone é ficcionista; seu mais recente trabalho, "Por Trás dos Vidros" (Cia. das Letras, 2007), além de reunir contos de três de seus principais livros, "As Marcas do Real" (Paz e Terra, 1979), "Aos Pés de Matilda" (Summus, 1980) e "Dias Melhores" (Brasiliense, 1984), há também o frescor de textos inéditos.

A sagacidade de seus narradores, que, à moda kafkiana, conduz leitor, personagens e o próprio enredo por um terreno cheio de armadilhas, sem o guiar pelas mãos das narrativas mais tradicionais. Apesar da precisão do relato, o leitor fica desnorteado frente a relações conflituosas unindo a experiência da memória com o choque que se dá quando se bate prego em pedra --de novo, a escola de Kafka.

Estudou direito e letras na USP (Universidade de São Paulo). Foi jornalista e professor de literatura nas Universidade de Viena (Áustria) e também na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde atuou por 15 anos.

Um dos pilares da literatura contemporânea brasileira, Carone e seus companheiros de mesa devem debater a pertinência da forma breve em tempos como os nossos, além de traçar um histórico crítico (as diversas teorias já pensadas acerca do conto, de Edgar Allan Poe (1809-49) a Julio Cortázar (1914-84)) e ilustrativo desse gênero tão perigoso, mas tão rico.

Fonte: Flip; Companhia das Letras; Summus; Editora Brasiliense; Almanaque da Folha

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca