Ilustrada
01/07/2008 - 18h20

Veja perfil de Vitor Ramil

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da Folha Online

Dedicando-se à música, ao teatro e à literatura, o gaúcho Vitor Ramil se destaca não só pela versatilidade, mas também pelo modo como consegue estabelecer pontos de contato entre as três manifestações artísticas, com diálogos implícitos entre uma e outra arte.

Patricia Stavis/Folha Imagem
O escritor e músico Vitor Ramil, que estará na Flip-2008, em Paraty
O escritor e músico Vitor Ramil, que estará na Flip-2008, em Paraty

Sua estréia foi em 1981 com o disco "Estrela, Estrela", aos 18 anos, que contou com a participação de músicos e arranjadores com os quais voltaria a trabalhar em projetos futuros, como Egberto Gismonti e Wagner Tiso, além das participações das cantoras Tetê Espíndola e de Zizi Possi. Nada mau para uma estréia.

Seus outros discos, "A Paixão de V Segundo Ele Próprio" (1984) e "Tango", Ramil pôs sua versatilidade à prova, de canções experimentais a baladas medievais, das marchinhas de rua à música orquestrada, do eletrônico ao folk e ao tanto propriamente dito.

Na transição para os anos 90, o artista afastou-se dos estúdios e passou a dedicar-se aos palcos, mesclando o espírito do musical com a poesia, em que criava alter-egos os mais variados. Com essa experiência, consolidava então o seu público e dava a clara demonstração da condição de artista múltiplo.

A estréia na literatura se deu com "Pequod" (L&PM, 1999), obra em que cria uma cidade fictícia, Satolep (que é um anagrama para Pelotas), cenário para revisitar sua relação com o pai e com as errâncias de sua infância. O livro foi lançado recentemente na França, onde teve boa aceitação da crítica especializada, e elevou a nossa literatura mais uma vez à esfera internacional.

Na mesa 9 da Flip, Vitor Ramil debaterá com o argentino Martín Kohan e com o americano Nathan Englander a questão identitária na literatura, dentro de um panorama periférico, quase marginal. Obras e personagens sempre à margem da sociedade em que vivem, vêem-se retratados e podem observar, de dentro para fora, o universo do qual são constantemente repelidos.

Fonte: Flip; Site de Vitor Ramil

 

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