Ilustrada
01/07/2008 - 18h22

Veja perfil de Rodrigo Naves

da Folha Online

Uma das vozes mais consistentes da crítica brasileira, Rodrigo Naves é um dos pioneiros no debate sobre artes plásticas no país. Escritor, crítico e professor, o paulista notabilizou-se, na ficção, pelo aspecto seco de seus contos, em que a linguagem embrulha todo o resto, a saber o enredo, as personagens, o espaço, o tempo, a própria narrativa e, por tabela, o leitor.

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O escritor Rodrigo Naves, que participa da Flip-2008, em Paraty
O escritor Rodrigo Naves, que participa da Flip-2008, em Paraty

Mestre no gênero breve, Naves faz uso de seu espírito observador e crítico para condensar o instante de uma determinada situação, muitas vezes deslocada de tempo e espaço, em poucas páginas, em poucas palavras.
Estreou na ficção com "O Filantropo" (Cia. das Letras, 1998), reunião de contos que o autor vai construindo, aos poucos, de história em história, o citado filantropo.

Ao fazer conhecer sua personagem logo no título e revelá-la aos poucos, como um protótipo invertido de Frankenstein, o narrador desses contos interligados mostra a fragilidade do fazer literário, em que o encaixe das peças demanda um inevitável e anterior (primeiro a menção, depois a revelação) desencaixe.

Atualmente, tem sua ficção publicada em diversas revistas, dentre elas a "Ácaro" e a "Piauí". De sua atividade crítica destacam-se "A Forma Difícil" (Ática, 1997), "Goeldi" (Cosac Naify, 1999), entre outras, todas elas reunidas no recente "O Vento e o Moinho" (Cia. das Letras, 2007).

Na mesa 6, que tem como temática justamente a questão do conto, Rodrigo Naves falará de sua experiência ora como crítico ora como criador, além de buscar pontos em comum com o alemão Ingo Schulze e com Modesto Carone, outros expoentes da atual produção do conto, cada um com suas especificidades e devidos universos.

Fonte: Flip; Cia. das Letras; Cosac Naify

 

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