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Ilustrada
01/07/2008 - 18h23

Veja os destaques da Flip na quinta-feira, 3

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da Folha Online

Pluralidade e o encontro de gerações são as marcas do primeiro dia da Flip. Enquanto, pela manhã, uma mesa revela novos nomes na atual literatura nacional, a francesa Elisabeth Roudinesco apresenta ao público seu tratamento psicanalítico à matéria literária em outra.

À tarde, a boa conversa de Xico Sá deve atrair fãs na mesa mais descontraída dessa edição do evento, mas, fechando o dia, as mulheres entram em cena justamente para contrapor-se ao humor que protagonizam nos escritos do colunista da Folha.

Fruto da rica geração de 40, Elisabeth Roudinesco (mesa 2, 11h45) já escreveu mais de vinte livros, sempre debatendo a herança intelectual e psicanalítica nos nossos tempos, em especial a lacaniana.

Debruçando-se, volta e meia, sobre a literatura, tratou, em toda a sua carreira acadêmica, de autores de diferentes linhas, como James Joyce, Philip Roth, Italo Svevo, e, claro, o homenageado do ano: Machado de Assis.

Sempre fiel à sua formação, Roudinesco mostra que, apesar de muito contestada em determinadas escolas críticas, a leitura psicanalítica [sem cair em freudismos e livres associações baratas] continua servindo de rico instrumento de interpretação literária --quando usada com propriedade.

Xico Sá (mesa 4, 17h) é outra boa aposta do dia. Com bom-humor, sua prosa é dotada de uma espontaneidade rara nos dias de hoje, principalmente no universo da crônica, com recortes às vezes inesperados e com um sarcasmo que, longe de ofender [a regra: a ofensa depõe contra o humor], busca situar os seus alvos diante de seus próprios preconceitos e valores.

Colunista da Folha de S. Paulo, atualmente no caderno Esportes, Xico Sá deve surpreender seu público com, mais do que um bom-papo, sua revisitação da crônica e do próprio fazer literário.

Fechando o dia, na mesa 5, às 19h, Inês Pedrosa mostra a seu público-leitor por que é tida como uma das autoras portuguesas mais distintas e mais festejadas da atualidade. Seus romances ganharam destaque no Brasil desde o seu "Fazes-me Falta" (Planeta do Brasil, 2002), que faz dos desencontros pessoais o motivo literário para uma auto-análise do universo feminino.

Fonte: Flip

 

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