Publicidade

Ilustrada
01/07/2008 - 18h17

Leia resenha de "O Conto do Amor", de Contardo Calligaris

Publicidade

da Folha Online

"O Conto do Amor", Contardo Calligaris

"O Conto do Amor" (Cia. das Letras, 2008), estréia do autor no romance, prende o leitor desde o início até o surpreendente desfecho final. O livro é quase-autobiográfico, Contardo decidiu escrevê-lo para "passar algum tempo com o pai", tendo seu diário em mãos; o protagonista, assim como ele, vive entre duas cidades, e uma delas é Nova York, ambos são psicanalistas e de origem italiana e têm um pai antifascista.

Reprodução
Capa do último livro de Contardo Calligaris, "O Conto do Amor"
Capa do último livro de Contardo Calligaris, "O Conto do Amor"

O protagonista, Carlo Antonini, decide desvendar um mistério, quando seu pai, no leito de morte, faz revelações sobre sua vida passada, onde surge o nome do pintor renascentista Giovanni Antonio Bazzi, conhecido como Sodoma (1477-1549), por ser homossexual, e uma sua obra não-assinada; esta pode ser a referência a um arquétipo.

Ele parte para Milão, Siena, Florença e Paris, com o auxílio de um diário de seu pai que ele desconhecia. A história revela um romance que se inicia em meio à Segunda Guerra (1939-1945). Esta narrativa é muito próxima da investigação psicanalítica que conduz à autodescoberta. Na vida há sempre lugar para as paixões. Parece ser esta a mensagem do livro, que levou Contardo à Toscana para fotografar as obras de Sodoma, e redescobrir seu país --assim como o protagonista.

Segundo Calligaris, o romance fornece a "poética da vida", pois é capaz de explicá-la através do que lhe é impossível. Essa é uma lição que pode ser tirada da leitura de "O conto do amor", cuja trama é bem construída, a leitura fluída e envolvente; o leitor não se cansa e segue a investigação como se fosse sua.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca