Clara mostra peça enfadonha no "Encontros" do FIT-BH
MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online
O espetáculo "Vilarejo do Peixe Vermelho", da Cia. Clara de Teatro, será apresentado amanhã (1º), às 17h30 e às 20h30, na Caixa Clara (r. Geraldo Teixeira da Costa, 141, Floresta, Belo Horizonte; tel. 0/xx/31/3222-6352). A peça é apresentada dentro do projeto "Encontros", do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte).
| Divulgação |
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| Cia Clara de Teatro apresenta nesta terça-feira a peça "Vilarejo do Peixe Vermelho", em BH |
Composto pela Cia. Clara, Cia. Luna Lunera --ambas de Belo Horizonte-- e Cia. Brasileira de Teatro, de Curitiba, o "Encontros" pretende estabelecer um diálogo entre as companhias, que vão destrinchar cada qual seu processo criativo.
Além dos respectivos elencos, participam do projeto outros 50 inscritos, dos quais 30 são alunos das escolas de artes cênicas da capital mineira.
"Vilarejo" é dirigido por Anderson Aníbal, também autor do texto. A peça tenta fazer, a seu modo, uma homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. A Cia. Clara, que tem no currículo excelentes montagens como "Todas As Belezas do Mundo" (2002) e "Coisas Invisíveis" (2003) se perde no novo espetáculo, que sucede "Alguns Leões Falam" (2007), apresentado no Festival de Curitiba deste ano.
Monotonia
Apesar da repetição de temas presentes nas outras montagens do grupo, como o amor e a distância, Aníbal consegue ter bons achados no texto, vencedor do prêmio Myriam Muniz da Funarte no ano passado. Um deles é o trecho no qual um dos personagens apresenta o que há em seu coração.
Mesmo assim, o texto não ganha força na boca do elenco pouco afinado, formado por Andreh Viére, Daniel Carfa e Enédson Gomes. Os atores dão um clima monocórdio e sem nuances a tudo que dizem.
O cenário de Anderson Aníbal e Rogério Romualdo é composto de pedras dispostas pelo espaço. Mesmo a música ao vivo, característica marcante da Cia. Clara e nesta edição sob encargo de Pedro Rabello, não encanta em "Vilarejo".
Quanto à homenagem ao Japão, ela é tão tímida que é bem capaz do público nem se dar conta de sua existência.
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