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Ilustrada
03/07/2008 - 12h14

"Cirque du Soleil é para ricos; prefiro os pobres", diz ator Niño Costrini

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MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial da Folha Online a Belo Horizonte

O ator argentino Niño Costrini participa do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte) pela primeira vez. Mas ele afirma ainda não conhecer praticamente nada da capital mineira, já que "Niño Costrini" (traduzido por "Moleque Costrini") toma praticamente todo o seu tempo. Na peça, ele interpreta um menino esquizofrênico que diverte a platéia.

Guto Muniz/Divulgação
Ator Niño Costrini se apresenta no bairro Paulo VI, em Belo Horizonte, durante o FIT-BH
Ator Niño Costrini se apresenta no bairro Paulo VI, em Belo Horizonte, durante o FIT-BH

A atriz Romina Krause, mulher de Costrini, também atua como assistente do espetáculo. Ela está grávida da primeira filha do casal. "A Joana deve nascer em outubro", contou o ator à Folha Online, pai de primeira viagem.

Para Costrini, o que importa é que o público se divirta durante a sua apresentação. "Quero ver a platéia desfrutando, sorrindo. Por isso, há pouco texto. Se estiver num país que não domina a língua, não há nenhum problema", diz.

Fazedor do riso alheio, o palhaço do século 21 prefere coisas antigas. "Vivo no campo, a uma hora de Madri, na Espanha. Gosto de tiro a arco e de pescar", revela.

Sobre como encara a falência de muitos circos no mundo nos tempos atuais, ele faz sua consideração. "O circo que está morrendo é aquele de super-heróis, no qual o homem fazia coisas antes nunca vistas. Mas o circo humano está renascendo", avalia.

O ator aponta ainda o circo como um advento dos novos tempos para sua arte. Mas não gosta do estilo. "O Cirque du Soleil é para os ricos. Os ingressos custam uma fortuna. Prefiro o circo de rua, para os pobres, mais humano. Os pobres são mais humildes e riem mais".

Como bom argentino, Costrini gosta de futebol, esporte que praticava na infância. Entretanto, as disputas não lhe encantam.

"Não prefiro Pelé nem Maradona. Gosto apenas do esporte, não da rivalidade. Os jogadores de futebol são muito ricos, ganham milhões para dar chutes em uma bola. Nós atores trabalhamos tanto quanto eles, mas não ganhamos nada (risos). O teatro é diferente do futebol. Nele não há rivalidade. Há apenas a união."

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do FIT-BH.

 

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