Ilustrada
12/07/2008 - 14h14

Polícia britânica prende suspeito de roubar livro de Shakespeare

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da Efe, em Londres

Um homem foi detido por suspeita de relação com o roubo de uma valiosa edição de obras de William Shakespeare (1564-1616) há dez anos na Inglaterra, que é considerada por especialistas como o livro mais importante em língua inglesa, informou a polícia britânica.

Trata-se de um exemplar do "First Folio" ("Primeiro Fólio"), um volume de compilação publicado em 1623, depois da morte do escritor, que foi a base de todas as edições posteriores de sua obra, já que em vida ele só publicou 16 trabalhos.

O livro foi roubado da Universidade de Durham (noroeste da Inglaterra) em dezembro de 1998.

A polícia desse condado disse que o detido, de 51 anos e cuja identidade não foi revelada, tinha pedido a uma biblioteca em Washington (Estados Unidos) que avaliasse o livro.

O homem foi detido na quinta-feira (10) em um domicílio em Washington depois que a embaixada britânica nos EUA alertou a polícia de Durham há duas semanas. O preso foi então levado ao condado inglês, onde está sendo interrogado.

Um porta-voz da delegacia disse que o detido, que disse ser um empresário internacional e ter adquirido o volume em Cuba, mostrou o livro ao pessoal da prestigiada Folger Shakespeare Library, em Washington, e lhes pediu que verificassem se era autêntico.

O homem concordou em deixar o volume com os bibliotecários, que descobriram que a obra tinha sido roubada.

Trata-se de uma das primeiras edições das obras de Shakespeare editadas, das quais se acredita que apenas 200 ou 300 tenham sobrevivido.

Um porta-voz da Universidade de Durham, citado pela agência britânica de notícias "PA", disse que os trabalhadores do centro sentiam grande alegria pela recuperação do livro, descrito pelos especialistas como o "mais importante" em língua inglesa, quando foi roubado.

O "First Folio" roubado foi adquirido por John Cosin, antigo bispo de Durham, e fez parte da biblioteca que estabeleceu nessa cidade em 1669.

Segundo os especialistas, o volume, que se mantém bem guardado na biblioteca de Washington, poderia alcançar um valor no mercado de 15 milhões de libras (cerca de R$ 46 milhões).

 

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