Ilustrada
18/07/2008 - 22h39

É difícil ter ídolo, pois há risco de cópia, diz bailarino do Bolshoi

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CRISTINA BALDI
Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)

Em Joinville (SC), onde apresentam no domingo o balé "Don Quixote", os dois solistas do Balé Bolshoi, da Rússia, dizem que não têm um ídolo na dança, talvez porque sejam de um país que deu diversos nomes importantes ao balé mundial, entre eles, Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov e Maia Plissetskaia.

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Bailarino Andrey Bolotin vê risco de cópia para quem tem um ídolo
Bailarino russo Andrey Bolotin, do Bolshoi, aponta risco de cópia para quem tem ídolo

"Não posso dizer que tenho um ídolo porque existe um grande número de bailarinos que deixaram história", afirma Natália Osipova.

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Natália Osipova vê "nível alto" dos bailarinos do Bolshoi no Brasil
Durante entrevista em Joinville, Natália vê "nível alto" dos bailarinos do Bolshoi no Brasil

Ela acrescenta, no entanto, que para cada papel que interpreta, tem uma inspiração. Segundo ela, no papel de Kitri (de "Don Quixote", peça que dança em Joinville), a musa é a russa Maia Plissetskaia.

"É difícil para um bailarino profissional ter um ídolo, pois há o risco da cópia", diz Andrey Bolotin.

Para os solistas do Bolshoi, não existe diferença entre os bailarinos daquele país e os do Brasil. Pelo menos, em relação aos que dançam na Escola do Ballet Bolshoi no Brasil.

"Não dá para dividir quem é do Brasil e quem é da Rússia porque representamos uma escola única", diz Audrey.

Natália afirma que o nível dos bailarinos do Bolshoi no Brasil é muito alto. "Não vi diferenças de corpos. Vi profissionais que dominam seus corpos."

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Solistas do Bolshoi estão no Brasil para dançar "Don Quixote", no Festival de Dança de Joinville
Solistas do Bolshoi estão no Brasil para dançar "Don Quixote", no Festival de Dança de Joinville, neste domingo

A jornalista Cristina Baldi viajou a convite da organização do evento

 

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