Bailarinos aproveitam festival de Joinville para fazer compras
CRISTINA BALDI
Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)
Nem só de suor e pés calejados se faz uma bailarina. Mas também de acessórios. Como viver sem uma sapatilha? Sem uma fita para amarrar o cabelo? Em festivais como o de Joinville (SC), as jovens "fazem a festa" e renovam seus guarda-roupas. Por isso, algumas empresas aproveitam eventos como este para lançar produtos. E as moças, para gastar.
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| Opções de compra vão desde camisetas até roupas de inverno |
Em Joinville há um pavilhão específico para as "lojinhas": a Feira da Sapatilha, com mais de 70 expositores. Uma das novidades neste ano é a "camiseta mágica", produzida pela De Larie, indústria da cidade catarinense que sedia o festival.
Trata-se de uma camiseta com estampa de uma bailarina, com tinta ultravioleta, que fica colorida apenas quando está no sol. A novidade tem tecnologia italiana e custa R$ 20. Na Capezio, tradicional marca de sapatilhas, sempre há um lançamento no festival. Neste ano é da sapatilha "Partner Student", criada especialmente para as meninas que estão começando a usar a sapatilha de ponta. Todas as sapatilhas da empresa custam R$ 35 no festival (às vezes, equivalente à metade do valor cobrado em lojas).
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| Bailarinas escolhem produtos na feira da sapatilha, durante festival de Joinville |
Mas a sensação de vendas é o lançamento do ano passado, da Capezio, que tem a tecnologia daquela que é a mais procurada pelas bailarinas: Gaynor Minden, dos Estados Unidos. A empresa que importa a sapatilha, a Ponta Firme, levou cem pares para Joinville. O diferencial tanto da marca brasileira quanto da americana é que a sapatilha vem no formato do arco do pé e, depois do uso, com o aquecimento (usando um secador de cabelo), volta à forma original.
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| Lojas de Joinville (SC) ficam lotadas na hora em que as meninas não estão dançando |
A bailarina Marisa Monteiro saiu de Curitiba (são cerca de duas horas de carro) apenas para fazer compras em Joinville. A jovem gastou R$ 300 entre malhas de dança, sapatilhas e meias. "Os preços das sapatilhas são bem mais baratos. Até 50% menores. E é bom de comprar livros também", diz.
A bailarina freqüenta o festival desde 1994, mas há dois anos vai a Joinville nesta época apenas para comprar. "Aproveito para ver outros grupos também". Marisa adquiriu a sapatilha brasileira que tem a tecnologia da americana.
Outra que gastou foi a bailarina Graziele Tendolo, de Bauru (SP), e está em Joinville para fazer os cursos do evento e se apresentar nos palcos abertos (na rua). Ela comprou sapatilhas, malhas de balé, roupas e tênis, totalizando R$ 500. "Eu guardo dinheiro o ano todo pensando no festival". Na sacola de Graziele, a sapatilha americana, que custa R$ 300.
A jornalista Cristina Baldi viajou a convite da organização do evento
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