Bailarinos com necessidades especiais se apresentam em Joinville
CRISTINA BALDI
Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)
A apresentação da Apae Dança Floripa, grupo da capital catarinense, no 26º Festival de Joinville pode ser o início de uma mudança no evento. Foi a primeira vez que o grupo esteve no festival, nos palcos abertos. Os bailarinos dançaram na Feira da Sapatilha, no final da tarde de terça-feira (22).
"Se nas Olimpíadas têm as Paraolimpíadas, o Festival de Joinville pode fazer algo parecido", diz Maria Lúcia Gonçalves, coordenadora pedagógica da Apae.
O trabalho apresentado pelo grupo ("O Circo") estreou na Feira da Esperança, no final de abril deste ano, em Florianópolis. Os alunos da Apae dançam há dois anos.
Segundo a professora, Ana Luiza Ciscato, o trabalho de "dança inclusiva" (que integra portadores de necessidades especiais com outros bailarinos) nasceu a partir de estudo em Cuba sobre psicobalé, em 1999.
A obra apresentada em Joinville é fruto de aulas duas vezes por semana, com uma hora cada, a partir da vivência dos alunos e da improvisação sobre o tema. "Adoro dançar. A dança levanta o público, que bate palmas", disse o bailarino Rogério Sousa, da Apae.
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| Bailarinos portadores de necessidades especiais dividem o palco com outros, na chamada "dança inclusiva |
A jornalista Cristina Baldi viajou a convite da organização do evento
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