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26/07/2008 - 18h56

Em Joinville, bailarinos revelam por que dançam

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CRISTINA BALDI
Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)

Dançar é para os mais de 4.000 bailarinos presentes a Joinville (SC) um prazer, muito mais que uma obrigação (para os que concorrem no festival). A maioria começou porque a mãe colocou em aulas ou por causa dos amigos. Mas quem ficou é porque realmente se apaixonou pela arte.

A Folha Online ouviu os bailarinos que estão no 26º Festival de Dança de Joinville, nas mais diversas modalidades, que contaram um pouco de suas histórias.

Ana Carolina Michetti Urien, 14, é uma das meninas influenciadas pelos outros. Como a irmã dançava, ela pediu para fazer aula de balé também. Há 11 anos que a sapatilha é sua melhor amiga.

"A dança é uma maneira de me expressar", diz.

Daniel Venturi, 23, começou a dançar por indicação médica: era hiperativo e sua mãe o colocou na dança germânica. Mas foi no ensino médio que ele viu na dança uma atividade profissional. Naquela época, ele assistia a videoclipes de seus ídolos, como a cantora Britney Spears, e os imitava.

"Eu me imaginava em um clipe", diz.

No colégio, um dos "papas" da dança de rua (Octávio Nassur, que concorre a melhor coreógrafo nesta edição) dava aulas. Então, Venturi começou a fazer aulas e hoje é bailarino da Lótus Cia de Dança, de Curitiba (PR), dá aulas de dança e está ensaiando um musical.

Divulgação
Fernanda do Val dança no Cristina Cará, um dos indicados a melhor grupo do festival de Joinville (SC)
Fernanda do Val dança no Cristina Cará, um dos indicados a melhor grupo do festival de Joinville (SC)

Há 10 anos, Fernanda do Val, o grupo Cristina Cará (indicado ao prêmio de melhor grupo no festival), foi ver uma apresentação de uma escola de dança em São José dos Campos (SP) e se encantou com o sapateado. A partir dali, nunca mais parou.

"Achei interessante a dificuldade da dança. Ou você aprende ou não consegue", disse.

O jazz nasceu na vida de Joyce Albino, 20, há cinco anos. "Ele (jazz) desafio o nosso corpo, fazemos coisas com o corpo que nem imaginávamos", afirma. Joyce diz que começou a dançar por causa do movimento, que achou bonita.

Charline do Amaral é uma novata na dança. Faz somente quatro meses que iniciou os estudos. Ela pratica dança folclórica, no grupo Irani em Dança. "Minhas amigas já dançavam e me convidaram", disse.

Para Luana Faria Silveira, 20, a dança contemporânea entrou em sua vida com a profissionalização. Ela fazia balé clássico e jazz quando foi chamada para trabalhar em uma companhia profissional, com contemporâneo. Desde então, não parou mais.

A jornalista Cristina Baldi viajou a convite da organização do evento

 

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