Saiba os cuidados das bailarinas com a nutrição e o corpo
CRISTINA BALDI
Enviada especial da Folha Online a Joinville (SC)
Se Cecília Kercher, a grande estrela da abertura do 26º Festival de Dança de Joinville admitiu que come de tudo, por que as demais bailarinas presentes ao evento deveriam fazer diferente? Cecília, a grande dama do Municipal do Rio, diz que come arroz e feijão e também chocolate.
"Mas quando exagero, faço mais exercícios", admite.
Já Ana Botafogo disse que "bailarina não vive de água e alface, precisa de energia".
| Agência Espetaculum |
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| Em Festival de Dança de Joinville, alguns bailarinos dizem que "comem de tudo", mas apontam cuidados com corpo e nutrição |
A Folha Online conversou com as bailarinas que estão no festival e ouviu os cuidados com a alimentação e com o corpo. Todas dançam pelo menos duas vezes por semana, uma hora e meia em cada dia. Mas algumas fazem mais tempo de aula. E, dependendo do tipo de dança, há cuidados específicos.
"Eu como de tudo, sem restrição e, antes da apresentação, como uma barra de cereal para me dar energia", diz Carolina Nunes dos Santos, do Programa Dançando na Escola, de Joinville. Sua escola (Pedro Ivo Campos) ficou em primeiro lugar na categoria conjunto júnior de danças populares Ela treina três vezes por semana, quatro horas por dia.
A bailarina Camilla Brasil, 13, do Studio de Dança Patrícia Marques, de Manaus (AM), diz que se esforça para não comer comidas gordurosas. Por outro lado, por causa da dança de rua, precisa fazer pelo menos 120 abdominais por dia e 50 flexões de braços diários.
Naiara Fernanda de Sousa, que dança sapateado no grupo Cristina Cará (indicado a melhor do festival), diz que os cuidados com o corpo são os mesmos em qualquer tipo de dança.
"Só não é tão paranóico como no balé", afirma. Para a sua atividade, ensaia três vezes por semana, no mínimo uma hora e meia, e evita "comer besteiras".
Mesmo quem é do balé clássico, onde o padrão estético é mais rígido, também diz "comer de tudo". Marília Carpi, 13, diz que tenta balancear a alimentação. "Não exagero, nem em doce, nem em comida gordurosa". Ela dança três horas por dia.
Para dançar jazz, Joyce Fernanda Soares Albino, 20, diz que precisa de alguns cuidados, como o condicionamento físico, a força e a alimentação balanceada. Por isso, faz aulas duas vezes por semana, com duas horas cada, e evita comidas "pesadas" à noite.
"Os cuidados no contemporâneo são os mesmos de qualquer dança", diz Luana Faria Silveira, 20. A jovem diz que, mesmo que não exista, na dança contemporânea, a exigência da magreza, a bailarina precisa ter força física. Por isso, Luana diz que come de tudo, balanceando a alimentação.
A jornalista Cristina Baldi viajou a convite da organização do evento
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