Grande problema de Gil foi falta de verba, diz presidente da ABL
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, elogiou a atuação de Gilberto Gil como ministro da Cultura, mas apontou como principal problema da administração a falta de verbas.
Gil anunciou hoje sua saída do cargo. Ele será substituído interinamente pelo secretário executivo da pasta, Juca Ferreira.
| Divulgação |
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| Sandroni elogiou atuação de Gil, mas destacou problema de verbas |
"O orçamento do Ministério da Cultura continua muito pequeno, é um orçamento diminuto e na minha opinião deveria pelo menos dobrar. Se se dobrasse essa pequena coisa que é o orçamento da Cultura, iríamos viver um momento importante, porque toda parte do custeio estaria paga, é uma coisa que transcende o Ministério da Cultura e deveria ser discutida pela Fazenda", afirmou Sandroni.
"O grande problema é a distribuição, se houvesse um sistema capaz de que o o livro chegasse à livraria e o editor descontasse a duplicata e deixasse que o gerente do banco resolvesse o problema com a livraria, estaria em grande parte resolvido o problema da distribuição do livro no Brasil", disse o presidente da ABL.
Para Sandroni, Gil teve um bom relacionamento com a ABL e com os escritores, apesar da falta de orçamento.
"Ele [Gil] foi amigo da Academia, inaugurou o teatro com um show e não cobrou nada", disse ainda o escritor.
"De qualquer maneira, eu acho que o Gil é um protagonista da cultura nacional, o fato de ele ter tido essa experiência, a luta para obter recursos no Ministério da Cultura o credenciam como um protagonista da política cultural brasileira. Ele pode sair da Cultura, mas não deixou a cultura brasileira", afirmou Sandroni.
Sobre Ferreira, Sandroni qualificou o anúncio como positivo.
"Juca Ferreira está preparadíssimo para exercer o cargo da ministro, mas ele precisa dos instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento da cultura brasileira. O problema é mais de verba do que de verbo", afirmou o presidente da ABL.
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Agora é tarde.
Já foi muuuuito "politicamente incorreto".
Deveria sim ter se limitado à brilhante carreira musical.
Com sua omissão no ministério, a perda foi irreparável para a Cultura, de Janeiro de 2003 a Julho de 2008.
Não se lutou nem por prestígio da pasta nem por recursos.
E nós, contribuintes, eleitores e cidadãos brasileiros pagamos por cada minuto dessa omissão...
...
Teria sim sido bem mais adequado Gil se abster de fazer esse comentário.
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