Saiba mais sobre Gilberto Gil, que deixou o Ministério da Cultura
da Folha Online
Nascido em 26 de junho de 1942 em Salvador, Gilberto Gil passou a infância em Ituaçu e recebeu os ensinamentos equivalentes aos quatro primeiros anos do ensino fundamental em casa.
Aos 9 anos, mudou-se para Salvador com a irmã para terminar o colégio. Nessa época começou a aprender acordeon e a aprofundar-se nos estudos musicais. Aos 18 anos, formou o conjunto Os Desafinados. No fim dos anos 50 Gil começou a tocar violão.
| Mary Altaffer/AP |
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| Em 2003, Gil cantou na ONU; o show lembrou morte do diplomata Sérgio Vieira de Mello |
Antes de dedicar-se somente à carreira musical, Gil trabalhou na empresa Gessy-Lever. Nessa época, o ministro conheceu Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam e participou do programa "O Fino da Bossa", comandado por Elis Regina.
Em 1999, Gil ganhou o Grammy de World Music e, em 2001, levou o Grammy Latino.
| Divulgação |
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| Saiba mais sobre "Banda Larga Cordel", novo trabalho de Gil, influenciado pelo samba |
Integrante do movimento tropicalista, Gil foi preso em 1968, depois da decretação do AI-5. No ano seguinte, o cantor viajou para Londres, onde ficou exilado até 1972.
Em 1976, já de volta ao Brasil, Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha em Florianópolis, durante a passagem do show "Doces Bárbaros" em Santa Catarina. Dois dias depois da prisão, a Justiça determinou a internação dos dois no Instituto Psiquiátrico São José.
Gil tentou disputar a prefeitura de Salvador em 1988 pelo PMDB, mas não conseguiu viabilizar a candidatura. Acabou se conformando com uma vaga de vereador. No ano anterior, o ministro havia ocupado a presidência da Fundação Gregório de Matos.
Músico de prestígio internacional, Gil coleciona elogios e críticas dentro e fora do governo desde que assumiu o comando do Ministério da Cultura no início do governo Lula. Dono de uma sinceridade desconcertante, Gil causou mal-estar no governo por reclamar de verbas. Arrancou aplausos, porém, por divulgar o país no exterior usando de seu carisma e sensibilidade artística.
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Agora é tarde.
Já foi muuuuito "politicamente incorreto".
Deveria sim ter se limitado à brilhante carreira musical.
Com sua omissão no ministério, a perda foi irreparável para a Cultura, de Janeiro de 2003 a Julho de 2008.
Não se lutou nem por prestígio da pasta nem por recursos.
E nós, contribuintes, eleitores e cidadãos brasileiros pagamos por cada minuto dessa omissão...
...
Teria sim sido bem mais adequado Gil se abster de fazer esse comentário.
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