Atriz "atrapalha" investigação sobre morte de Heath Ledger
da Efe, em Nova York
da Folha Online
A atriz norte-americana Mary-Kate Olsen teria pedido "imunidade" aos investigadores federais antes de responder a perguntas sobre a morte por overdose de Heath Ledger, já que ela foi a primeira pessoa informada do acidente, informa hoje o "The New York Post".
| Divulgação |
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| Atriz Mary-Kate Olsen pediu "imunidade" na investigação sobre morte de Heath Ledger |
"O advogado da atriz rejeitou repetidamente as tentativas dos (agentes) federais de interrogá-la", diz o jornal, que assegura que as autoridades podem pedir agora "a um júri uma intimação para obrigá-la a contar tudo o que sabe" sobre o caso.
Em 22 de janeiro, a massagista Diana Wolozin encontrou Ledger, aos 28 anos, inconsciente e com um frasco de pílulas em seu apartamento do Soho nova-iorquino, mas, em vez de telefonar aos serviços de emergência, ela fez várias ligações a Mary-Kate do celular do protagonista de "O Segredo de Brokeback Mountain".
A atriz, que, junto à sua irmã Ashley atuou quando era pequena na série "Três é Demais", chamou os guarda-costas, sem também ligar aos serviços de emergência da cidade para ajudar Ledger.
Embora inicialmente o chefe do departamento de polícia de Nova York, Raymond Kelly, tenha dito que a atriz não seria interrogada, o jornal lembra que o Departamento Americano Antidrogas (DEA, na sigla em inglês) abriu uma investigação para determinar quem tinha fornecido os medicamentos usados pelo ator.
"Todo o mundo colaborou, ressaltando a grande pessoa que era Heath Ledger. Todos, menos Mary-Kate, que se recusou a falar", disse ao jornal uma fonte relacionada com o caso.
Segundo a fonte, a atriz poderia ser "a testemunha necessária para encerrar a investigação sobre quem forneceu as drogas e os remédios" ao ator.
| AP |
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| Australiano Heath Ledger, de "O Segredo de Brokeback Mountain", morreu em janeiro |
As autoridades legistas de Nova York concluíram que foi acidental a morte por overdose de um coquetel de remédios receitados legalmente por médicos e que o ator misturou com um analgésico, OxyContin, o qual teria sido obtido ilegalmente.
"Os federais entraram em contato várias vezes com o advogado (da atriz), Michael Miller, buscando sua cooperação, mas ele disse que Mary-Kate não será interrogada a menos que obtenha a imunidade (perante a possibilidade de ser acusada no caso), exercendo, assim, seus direitos constitucionais", diz o "New York Post".
Segundo o jornal, os investigadores "estão tentando identificar a fonte do OxyContin" e se o ator o obteve de um traficante ou de uma pessoa próxima.
"Os agentes da DEA também foram agressivos com o departamento de polícia de Nova York", disseram as fontes ao periódico, que também informa que os federais "tiveram que ameaçar pedir uma intimação antes de poder obter o arquivo de Ledger" elaborado pela polícia de Manhattan.
Ledger, que estava filmando em Londres, estava deprimido desde que se separou da também atriz Michelle Williams, com quem teve uma filha, Matilda, agora com quase três anos.
O astro atualmente pode ser visto como o "Coringa" no filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas".
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