Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
11/08/2008 - 09h17

Pinacoteca reúne obras do art déco brasileiro

Publicidade

 

SILAS MARTÍ
da Folha de S.Paulo

Nos anos 20 e 30, o art déco, do francês "arts décoratifs", ocupou em peso salas e quartos da elite. Depois, desapareceu. O mobiliário de teor futurista, painéis de veludo e tapeçarias de estampa geométrica foram objeto de desejo da burguesia e hoje não passam de relíquia.

Divulgação
"Índias" (1945), painel de veludo com clara influência indigenista feito por Regina Graz, nome importante do art déco brasileiro
"Índias" (1945), painel de veludo com clara influência indigenista feito por Regina Graz, nome importante do art déco brasileiro

Agora, 38 peças da coleção de Fulvia e Adolpho Leirner estão na Pinacoteca do Estado, um apanhado significativo do que foi o art déco no Brasil. Movimento surgido depois da onda de formas orgânicas do art nouveau na Europa, o déco se apro­priou do embalo futurista e deu ao design de mobiliário e proje­tos gráficos --cartazes e revistas-- um verniz cubista.

"Mulher com Galgo", painel de veludo de Regina Graz, logo na entrada do espaço, consegue resumir bem a idéia. As formas sincopadas e geométricas lembram os experimentos de Giacomo Balla no futurismo italiano e a proposta de aliar arte e funcionalidade propalada pela escola Bauhaus, na Alemanha.

Regina Graz, aliás, era uma Gomide, família de Antônio Gomide, nome central do déco brasileiro, e herdou o sobrenome de ar estrangeiro do marido John Graz, nome central do déco suíço, quando para lá se mudou. O casal se transferiu para o Brasil e, por aqui, ditou as regras e tendências do estilo.

Uma sala inteira com móveis de John Graz, dos anos 30, foi montada na Pinacoteca. Suas cadeiras misturam ferro e madeira, marca da época.

Além do mobiliário, o design gráfico do período ilustra essa tendência modernizante. Numa charge de Belmonte, um homem e uma mulher aparecem num carro em frente à casa modernista de Gregori Warchavchik, na Vila Mariana.

Um estudo de J. Carlos para a capa da revista "Fon Fon" mos­tra uma São Paulo de arranha-céus e desfiles elegantes pelas calçadas da metrópole. A capa da "Para Todos", encomendada ao mesmo chargista, traz uma loira de traços esvoaçantes, co­mo se queria pensar a época.

O ARTDECO BRASILEIRO
Quando: de ter. a dom., das 10h às 18h; até 5/10
Onde: Pinacoteca do Estado (pça. da Luz, 2, região central, tel 0/xx/11/3324-1000; livre)
Quanto: R$ 4; grátis aos sábados

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade