Leitores reclamam da venda de ingressos para shows do João Gilberto
da Folha Online
O Procon-SP informou, nesta segunda-feira, que não recebeu ainda nenhuma reclamação de consumidores que tentaram comprar ingressos para os dois shows de João Gilberto em São Paulo.
Nos últimos dias, a Folha Online recebeu queixas de leitores irritados com uma pane que atingiu o site da Ticketmaster na manhã do último dia 5.
Leia relatos de leitores que tentaram comprar ingressos. A Folha Online se reserva o direito de publicar trechos.
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"Ontem, dia 5 de agosto, eu fiquei das 9:45 da manhã até as 12h tentando comprar o meu ingresso de várias maneiras. Pela internet, eu ficava clicando em F5 (tecla que atualiza as páginas de navegação) e, pelo telefone, eu teclava o redial o tempo todo. O site estava o tempo todo fora do ar e o telefone só dava ocupado. Uma vez consegui ser atendido no telefone e fiquei no "aguardo" até a ligação cair. Lá pelo meio-dia, eu consegui entrar no site e tive a notícia de que os ingressos estavam esgotados! Agora, se ninguém conseguia comprar os ingressos, como foi que ele acabou? Eu conheço mais de 20 pessoas que fizeram a mesma coisa que eu e também não conseguiram comprar! A sorte é a única resposta para a minha pergunta? Por que não venderam os ingressos na bilheteria? Por que só venderam por um sistema falho? Tenho certeza que várias "celebridades" e personalidades paulistanas estarão nesse show. Será que eles ficaram pendurados no telefone e na net que nem eu fiquei? Acho que não, não é? Mas é isso. Salve a música popular brasileira!"
Zeca Mca
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"A idéia em casa era a compra de 6 ingressos para ouvir João Gilberto. Assim, distribuimos a tarefa para 3 pessoas, sendo que uma ainda possuia o cartão do patrocinador. O que ocorreu? Nem por telefone, nem por internet. Quando consegui acionar a internet, pasmem, lotação esgotada. A Ticketmaster poderia demonstrar em quanto tempo "conseguiu vender" todos os ingressos? Para mim essa empresa perdeu a credibilidade".
Antonio Carlos Bernardo
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"Muito bom um espaço como este para a gente desabafar o 'calvário' de ontem (5). Consegui comprar um ingresso para o show do João Gilberto. Tentei o de R$ 30,00, mas acabei levando o de R$ 360,00. Aliás, nem sei se levarei. É a tal história: comprar, comprei; se vou levar, não sei. De fato, como noticiou a Folha, a "pretensa" compra não quer dizer que o objeto será de fato entregue, pois depende da aprovação do cartão e se há lugar. Outro fato importante é a questão dos lugares. Não foi disponibilizado o lugar onde eu comprei o ingresso. Isso fere o Código de Defesa do Consumidor, pois quem compra deve ser informado sobre todos os aspectos do elemento adquirido, seja produto ou serviço. Assim, não sei se, em sendo confirmada a minha compra, haverá lugar onde sentar e, pior, qual lugar! Se quiseram evitar filas nas bilheterias, vão arranjar confusão no dia, porque as pessoas vão querer escolher o melhor lugar e isso pode gerar briga, filas e correrias. Outro detalhe: como cliente do Itaucard, haveria a possibilidade de parcelamento pelo cartão. Ocorre que esta possibilidade não me foi disponibilizada, outro motivo de violação do CDC: foi anunciada uma forma de pagamento, mas não foi disponibilizada. Isso sem contar os inúmeros acessos que tive que fazer e, na verdade, a hora e meia que perdi. Estava na cara que um show do João Gilberto atrairia avalanches de pessoas sedentas por boa música, ainda mais nos 50 anos da bossa nova, em uma oportunidade imperdível de ver um gênio da música ao vivo. Poderia ter sido melhor organizado. E incluo nessa reclamação o Banco Itaú, pois poderia ter avisado aqueles que detém o Itaucard sobre as vantagens na aquisição de ingressos. Espero que a prefeitura analise o fato. Salvo engano, o Auditório do Ibirapuera é um bem público municipal. Espero que a prefeitura faça uma averiguação dos problemas ocorridos e, se for o caso, aplique as penalidades cabíveis nessa cessão do espaço público municipal. Aproveitando, espero que o Procon também analise eventuais inobservâncias ao Código do Consumidor. Vamos aguardar. Bom, espero que dê tudo certo. Mas fica a lição".
Marco Antonio Hatem Beneton
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"Eu me conectei ao site da Ticketmaster antes das 10h e, ao mesmo tempo, fiquei tentando pelo telefone. Telefone deu ocupado todo o tempo, sem exceção. Pela internet, às 10h, comecei a tentar acessar a página do show --que ainda mostrava como show futuro. Abri mais de uma sessão do MS Explorer para as tentativas. A mensagem de indisponível aparecia. Depois de muito tempo consegui entrar na pagina de vendas. Pediu 6 digitos de cartão de crédito Itaú. Consegui avançar. Pediu para escolher lugar, mas nas 4 opções que eram apresentadas --platéia e meia entrada, popular e meia entrada--, aparecia a mensagem para procurar em outro local. Essa era a primeira de 3 perguntas, a última era para efetivar a compra, mas nessa requeria ter escolhido o lugar. Esse loop demorou muito tempo. Depois desse tempo, nessa janela, apareceu ingressos esgotados. Eram 11h30, mais ou menos".
Serafim Pinto Ribeiro Neto
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"Uma dúvida fica no ar: como foi possível a venda de mais 1.600 inscressos para o show do João Gilberto nos dias 14 e 15 de agosto em São Paulo se o telefone vivia ocupado e o site estava em pane? Tentei comprar o ingresso a partir das 9h50 (a venda, de acordo com a organização do evento, começava às 10h). Desde este horário, [o site] já dava sinais de pane, com uma lentidão fora do normal. Junto com o site, tentei ligar a todo minuto para os telefones informados, que viviam ocupado ou com a mensagem de que o telefone não exisitia. Acompanhei a venda também pelo Twitter onde diversos usuários também não conseguiam adquirir o ingresso. Quando foi possível acessar a página de venda do show, já não havia mais ingressos para as áreas populares e nem platéia. Mesmo assim, o telefone continuava ocupado. Agora a dúvida permanece. Se os dois canais de venda estavam congestionados, como foi possível os ingressos acabarem tão rápido assim? Será que não houve uma preferência ou um acesso facilitado? Ficou bem estranho".
Danilo Lima
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"Já pressentindo que seria o caos que foi, conectei-me à internet e ao telefone às 10h em ponto. O site não entrava e só dava ocupado no telefone. Mas eis que uma amiga minha já havia conseguido comprar dois ingressos às 9h30! Ou seja, alguém informou o horário com um certo atraso. Desisti do telefone e continuei pela internet. Como sou cliente Itaucard, consegui digitar os seis números do cartão, mas não podia escolher o assento. Depois de sei lá quantas tentativas, lá pelas 11h20, consegui 'reservar' dois ingressos para o dia 14, pois era só essa data que aparecia como disponível. Mas se levarei, não sei. Estou na expectativa".
Cinthia Gonçalves Pereira
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"Ontem, comecei a ligar para o telefone da Ticketmaster às 9h50 e, como deu ocupado, deixei meu celular na rediscagem até quase 12h. Não consegui completar a ligação nem uma única vez! Quanto ao site, também era impossivel acessar. No início, apareceu apenas 'compra para clientes Itaú' e, quando finalmente apareceu o link para clientes de outros cartões, já não havia ingressos disponíveis. Se houve pane no site, o que ocasiou lentidão nas compras realizadas, e o telefone também não funcionava, como foi possível vender 1.612 ingressos, em múltiplos de, no máximo, 2 ingressos por pessoa, em uma hora e meia? Quando conseguir falar na Ticketmaster (às 13:30h), não havia mais nada disponível. Me pergunto se boa parte dos ingressos não ficaram com os patrocinadores ou não foram direcionadas especialmente para clientes do Itaú. De qualquer, acho de uma falta de respeito incrível a forma como são comercializados ingressos de grandes shows aqui no Brasil. Tenho interesse em ver o show do Roberto e do Caetano, mas, depois dessa, dá até desânimo de tentar novamente... Principalmente porque a gente se sente idiota..."
Tatiana Falbo Ecclissato
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"Eu estava acessando o site desde 8h da manhã. Por volta das 9h05, as vendas abriram para clientes Itaucard e as instabilidades e lentidão no site começaram. Apesar da minha indignação diante dessa prostituição cultural que os grandes bancos promovem atualmente, tratei de conseguir o cartão de crédito de um conhecido do referido banco. Entretanto, depois de passar por todos os passos de compra, na última etapa, de efetivar o pagamento propriamente dito, a página quebrou e perdi tudo. Tive que começar do zero, e a essa altura --por volta das 9h45-- as vendas para os 'demais' haviam aberto, aos trancos e barrancos do site. Depois de passar pelos primeiros passos da compra, mais uma vez a página quebrou e não consegui completar a compra novamente. Depois disso, tornou-se impossível acessar o site, pois ele saiu do ar de vez. Já tinha praticamente desistido, mas o que me salvou foi estar tentando comprar também pelo telefone desde 9hs. Depois de muita espera, minha ligação foi puxada por volta de 9h57. O atendente disse que as vendas ainda não estavam liberadas, tentei ganhar um pouco de tempo reclamando do site, quando ouvi uma voz no fundo dizendo algo como: 'Está liberado. Podem começar a vender'. Exultante, comprei meus ingressos para ver João Gilberto por R$ 18,00 cada. Foi como ganhar na loteria! Ressalto novamente minha indignação frente ao que os grandes bancos fazem hoje em dia com os grandes espetáculos em cartaz. É indecente. Ao invés de se valerem de táticas mafiosas para conquistarem clientes, deveriam investir mais em promover arte e cultura mais acessível para todos, rumo ao desenvolvimento de uma sociedade brasileira mais educada e evoluída. Não tenho Itaucard e depois do ocorrido, faço ainda mais questão de não contratá-lo, em hipótese alguma".
N. Horner
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"Fazer papel de palhaço para compra de ingresso para o que chamam de show do João Gilberto é até compreensível em se tratando de Brasil. O pior, depois deste desgaste, é assistir à um show repetitivo deste cantor! Vocês imaginam o Caetano Veloso cantar 'Sem Lenço, Sem Documento' em todo show que ele dá? Seria o maior desrespeito com seus fãs! Pois é exatamente o que o João Gilberto faz há muitos e muitos anos! Sempre a mesma coisa! E tem gente que ainda paga um mico para ir assistir! Vocês merecem!"
Celso Giannella
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"Eu conseguir ser atendido depois de mais de uma hora e vinte minutos ouvindo que os operadores estavam ocupados e que eu deveria aguardar mais um pouco. Fui atendido e comprei um ingresso de 30 reais para quinta-feira e um ingresso de 30 reais para a sexta-feira (paguei 15 reais por cada, já que sou estudante). Liguei para a Ticketmaster por volta das 9h da manhã e fui atendido 10h20. A operadora me informou que a procura estava muito grande e que o motivo da demora em me atender era que eles tinham mais de 80 pessoas na fila de espera das ligações. Paguei com o cartão do patrocinador e me foi oferecido o parcelamento em 3 vezes sem juros. No ato, o cartão foi aprovado e o código de retirada do ingresso no local foi entregue. Já tenho a numeração das cadeiras, para ambos os dias na fileira M, primeira fileira que possui preço popular. Irei a ambos os shows, e por sinal, se vocês precisarem de opiniões de como foi, estou a disposição!"
Everton Henriques
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"Me programei há meses para ir ao show. Financeiramente, profissionalmente, espiritualmente. A idéia era aproveitar e presentear meu pai pelo Dia dos Pais e minha mãe pelo seu aniversário. Impossível! Entrei no trabalho às 7 da manhã e o primeiro site que acessei foi o da Ticketmaster. Assim como eu, os colegas estavam eufóricos. Entre um F5 e outro, o coração acelera: os ingressos estão disponíveis. Por um segundo achei que conseguiria, imaginei meu pai com o ingresso na mão, o João no palco, era a realização de um sonho que há anos atrás (data da última apresentação em São Paulo) eu era novo demais para entender. Infelizmente a ilusão durou pouco e talvez tenha que esperar mais alguns anos para ver o gênio. Planejo ir ao Rio arriscar a sorte, ver se não consigo pegar o show lá. Sei que será difícil, sei que posso não conseguir ingresso, mas me contentarei se ao menos for respeitado como consumidor. O que aconteceu com a Ticketmaster é um absurdo e um desrespeito, que além de tirar a credibilidade da empresa afasta ainda mais o cidadão comum do acesso à cultura de primeira qualidade".
Rafael Pacheco
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"Realmente foi uma vergonha a compra para os ingressos do show do João Gilberto. Para mim, que sou fã de carteirinha do músico, só ficou a decepção. Depois de inúmeras tentativas por telefone e internet, e sem a perspectiva sequer de correr à bilheteria na hora do almoço, fiquei sem ingresso para o show. Quem conseguiu, pelo que li de dezenas de relatos, foi somente quem ficou 'pendurado' no telefone e internet durante horas, o que eu não podia fazer, pois estava trabalhando.
Isso porque os ingressos para o show custavam R$ 360. O desrespeito com o público foi total, e sei que a decepção não foi só minha, mas de muitos outros fãs. Show do Caetano e do Roberto, se as vendas forem feitas dessa maneira também, nem pensar. Não sou palhaça e tenho certeza que os outros fãs também não...."
Ana Carolina Alves
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"Eu sinceramente duvido que esta pane tenha sido acidental. Mesmo que tenha sido, mostra o quão frágil e incompetente é a empresa Ticketmaster, afinal não é de hoje que ela tem gerado algumas reclamações. Ontem fiquei duas horas, assim como muita gente, na frente do computador e com o telefone na mão sem sucesso algum. Quando consegui, lá estavam todos os ingressos... Esgotados! Temo que as chances de ver João Gilberto tocando novamente em terras tupiniquins são baixíssimas. Em São Paulo então nem se fala! Realmente uma pena, pois haverá muitos figurões nesse show, com certeza, enquanto quem se matou pra tentar comprar os ingressos vai ter que se contentar com discos e gravações. Lamentável!"
Cayo Candido
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"Não entendo o porquê desse auê todo por causa de um artista prepotente e mal humorado. Nada contra o trabalho dele, mas contra a postura como artista e o ego inflado. Acho que quem não conseguiu comprar deve levantar as mãos para o céu e agradecer, pois certamente a acústica do local não vai agradar o "deus", que provavelmente vai terminar o show antes do previsto. Aos que pagaram R$ 300, ficam aqui minhas condolências."
Iara Souza
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"Não comprei. Não quis comprar. Fiquei sabendo da pane e tentando comprar por puro diletantismo. E nunca conseguia. Tentei milhões de vezes. Liguei. Nada aconteceia. Eu ria mais. Chegou um momento em que eu me peguei pensando na Doralice. Doralice, eu bem que lhe disse que esse show é tolice. Bobagem. A bossa nova como um todo é uma ilusão. A cultura brasileira junto. O legal de ter o João Gilberto no Brasil, cobrando R$ 2 milhões pra fazer um show é a mesma coisa que tem de lúdica na afirmação do Tom Jobin de que enquanto as pessoas não morarem todas em Ipanema haverá injustiça social no Brasil. É tudo brincadeira. Tudo piada. e essa história de que pessoas intruídas do país do futuro se interessam por essas coisas é outra piada da mídia. Estilo PCC."
Edgard Pimentel
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"Confesso que recebo com espanto todo esse barulho a respeito. O processo me pareceu muito simples. Ligar e comprar ou acessar o site e solicitar os ingressos. Liguei assim que disponibilizaram as vendas. Comprei e, inclusive, fui muito bem atendida tanto no momento da compra, quanto no momento que precisei tirar algumas dúvidas sobre a entrega dos ingressos com o serviço de atendimento ao cliente da empresa. Minutos antes da venda, solicitei informações por e-mail e também fui prontamente atendida. É claro que, quando trata-se de eventos extremamente concorridos, imagino que possam ocorrer filas de espera para atendimento. Não estou falando apenas de João Gilberto. Eventos como Cirque du Soleil, Rod Stewart, Roger Waters também podem ser citados."
Tatiana Pinto
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"Estava aguardando ansiosamente pelo início das vendas dos ingressos. Já às 10h eu e uma amiga ficamos tentando comprar pela internet e pelo telefone. Insucesso total! O site estava fora do ar e o telefone ocupado. O mais estranho é que ficamos, de segundo em segundo, tentando contato de alguma forma e era impossível. E, eis que umas 11h20 conseguimos entrar no site e já constava que os ingressos estavam esgotados. Estranho isso, não? Acho que se todos os convites já estavam comprometidos a patrocinadores, VIPs e convidados, por que anunciaram a venda? Deviam, então, ter comunicado que seria um show fechado. A decepção seria geral, mas pelo menos estaria mais evidente a injusta realidade de que há restrições para se ter acesso à cultura de qualidade. O pior é divulgar, abrir data para venda de ingressos, aceitar passivamente uma "pane no sistema" e impedir que pessoas normais e amantes de bossa nova pudessem prestigiar um show do ícone da música brasileira. Lastimável."
Simone Borges
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"Sou de Manaus e há mais de dez anos aguardo a oportunidade. No início do ano, quando eu estava prestes a comprar um ingresso para o Carnegie Hall (cujo site disponibilizara, com meses de antecedência, até a escolha de assentos), no JVC Jazz Festival, foi noticiado que haveria shows no Brasil. Minha passagem para São Paulo já estava comprada. No momento, me preparo para acampar em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Também já fui avisado sobre a presença de pessoas idosas, pagas por cambistas, na fila dos shows de Salvador. E ainda querem sediar Olimpíadas e Copa do Mundo! É hilário! Eu afirmo que nunca, na história desse país, o consumidor foi tão desrespeitado. No peito dos desrespeitados também bate um coração!"
Igor Oliveira Carvalho
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"Não vou repetir o que os demais leitores já descreveram. Passei também o mesmo sufoco e não consegui comprar. Amo João Gilberto desde 1958 e nunca consegui ver uma apresentação ao vivo. Lamentável. Mas se houvesse boa vontade e bom senso há uma solução: colocar telões do lado de fora para quem não conseguiu o disputado ingresso. Em Buenos Aires, já vi isso em vários shows que atraíram muitos espectadores. O telão com um bom sistema de som é um consolo para quem ficou fora. Que absurdo acompanhar pela internet a disputa pela revenda desses ingressos, é uma afronta aos que admiram João Gilberto".
Sônia M. Ramires de Almeida
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"Também fiquei horas tentando via site e via fone, nada funcionava, e não consegui comprar. Inaceitável a postura da Ticketmaster. Para o show do João em Nova Iorque em junho passado, comprei os ingressos diretamente no Carnegie Hall, no primeiro dia de venda, via fone, fui super bem atendido, consegui ingressos para fileira A e pelo preço de US$ 100 cada. Em menos de 5 minutos, minha compra foi efetuada, debitada no cartão online, pude escolher os assentos e segundos depois recebi um e-mail de confirmação. No dia do show, meus ingressos estavam lá, disponíveis e corretos. Não me parece ser algo tão difícil assim"
Richard Steurer
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"Achei o maior absurdo essa venda de ingressos, preferia dormido na bilheteria do que ficar das 9h30 até meio-dia tentando ligar e acessar a internet. Não era muito óbvio que o site iria dar pau e a linha telefônica só daria ocupado? Para mim isso tudo é máfia, pois quem tentou comprar sabe que tava impossível. Pode até ser sorte, mas que estava impossível estava. Vergonhoso isso."
Ana Cristina
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"Também fiquei horas tentando via site e via fone, nada funcionava. E não consegui comprar. Inaceitável a postura da Ticketmaster. Para o show do João em Nova York, em junho passado, comprei os ingressos diretamente no Carnegie Hall, no primeiro dia de venda, (09 de abril), pelo telefone. Fui super bem atendido, consegui ingressos para fileira A e pelo preço de US$ 100 cada. Em menos de 5 minutos, minha compra foi efetuada, debitada no cartão on-line, pude escolher os assentos e, segundos depois, recebi um e-mail de confirmação. No dia do show, meus ingressos estavam lá, disponíveis e corretos. Não me parece ser algo tão difícil assim. Fico com a lembrança de um dos melhores shows que já vi do João (a crítica do Sergio Davila na Ilustrada, da Folha, é perfeita). Que seja revista a parceria com a Ticketmaster e a venda auditorada pelo Procon para verificação de quantos ingressos foram disponibilizados para venda. Tem Lei Rouanet neste patrocínio?"
Richard Steurer
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"Complementando o relato anteriormente enviado, hoje (7) recebo uma comunicação do SAC da Ticketmaster informando que o meu pedido não foi sequer analisado por "erro no processamento". Ou seja, depois de tanto tempo tentando comprar os ingressos, achei que tivesse conseguido. Agora, tenho a certeza que estarei sem".
Cinthia Gonçalves Pereira
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"Há mais de um mês entramos em contato com a Ticketmaster para confirmarmos o horário e como seriam as vendas dos ingressos. Que nos foi confirmado para o dia 5 de agosto, a partir das 10h (horário de São Paulo). Nesse dia, começamos tentar acessar o site a partir das 08h30 (horário Campo Grande) por 3 computadores e 2 linhas telefônicas sem sucesso até o horário das 10h30 aproximadamente sem êxito. O servidor não estava disponível e as linhas telefônicas ocupadas. Na internet, por volta desse horário, foi possível acessar o site, no entanto não se conseguia fechar a solicitação. Eram preenchido todos os dados solicitados e, na hora de efetuar a compra, vinha o comando para reiniciar. Durou uns 15 minutos. Após esse tempo veio a mensagem 'ingressos esgotados'. Isso é absurdo, esse esquema já estava montado, aqui em Campo Grande se comenta que tem gente vendendo ingressos a R$ 1.000. Para completar a minha indignação aparece a notícia de que na verdade 300 ingressos (por dia) já estavam direcionados. Essa informação não estava no site! Lamento um artista ético como João Gilberto ter relação comercial com uma quadrilha de cambistas. Se alguém quiser verificar o que ocorreu é só entrevistar as pessoas na porta do teatro para ver quanto pagaram pelo ingresso e como compraram os mesmos. Com certeza, muita gente vai ficar constrangida. Acho que deveríamos processar essa empresa de cambistas chamada Ticketmaster. Lamento, mas estou muito indignado com isso".
Ricardo Verde Selva
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"No dia 5, antes das 9h da manhã, me loguei no site da Ticketmaster ao mesmo tempo em que meu marido começou a tentativa por telefone. O site estava bastante lento, mas, por volta de 9h10, conseguimos efetivar a compra via internet. Como norma do site, eu deveria receber a confirmação de compra em até 72h. Já se passaram mais de 72h, liguei para o atendimento da Ticketmaster e segundo a atendente eu devo aguardar até o final desta sexta-feira, pois eles venderam mais ingressos do que o número de asssentos e agora estão remanejando no sistema o que conseguirem. As mesmas pessoas que estavam nesta situação e que compraram com cartão Itaú receberam a confirmação (mesmo que tenham comprado depois!)... Ao que tudo indica não deveria haver prioridade para clientes Itaú na medida em que muitos compraram depois de quem efetuou a compra pelo site. É um desrespeito absurdo todo o procedimento... Para quem como eu, mora em Estados mais distantes, resta o desânimo para fazer qualquer outra tentativa de compra para os shows do Rio e Salvador".
Camila Barbosa
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"Comecei a tentar comprar o ingresso para o show do João Gilberto na manhã da terça-feira por volta das 9h50. Para não depender de uma única fonte, resolvi usar várias: celular, telefone fixo e Internet. Fiquei durante duas horas fazendo inúmeras tentativas. O telefone só dava ocupado e, numa única chamada completada consegui ouvir uns barulhos no fundo, mas a atendente desligou sumariamente na minha cara.
Na Internet, abri diversas páginas no Internet Explorer e também no Firefox. Constantemente aparecia uma mensagem de "serviço indisponível" (em inglês). Consegui carregar a página algumas vezes, mas sempre dava erro depois que eu clicava em alguma opção para prosseguir.
O resultado: nada de ingresso, meu tempo perdido e uma sensação de total descaso da Ticketmaster com relação aos seus clientes."
Antonio Pedro Alves
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"Para mim era óbvio que um show do João Gilberto num espaço tão pequeno geraria problemas na compra dos ingressos. Por isso, resolvi entrar na internet as 8h da manhã e não as 10h como havia sido divulgado. Só não consegui comprar pela net pq minha conexão é absurdamente lenta, e neste caso cada segundo faria a diferença. Enquanto acessava a internet (às 9h a venda já estava liberada), tentava com o telefone de casa e o celular um ctto com a TM. Milhões de tentativas depois eles atenderam, mais ou menos umas 10h15, fiquei uma meia hora aguardando... Mas valeu a pena cada segundo!! Comprei 4 ingressos (30,00) com dois CPF's. Só não entendo a indignação de tanta gente com relação à Ticket Master... É só fazer uma conta: quantos fãs só em SP não adorariam ir a esse show? Milharesssss... São milharesssss de pessoas tentando acesso ao mesmo tempo. É óbvio que o site travaria... e acham que 2 horas é muito pouco tempo para esgotarem os ingressos???? Pelo amor de Deus... se cada pessoa que conseguiu o contato comprou mais de um ingresso (no caso eu comprei 4), seria preciso pouco mais de 400 pessoas para esgotar tudo! Sem falar na cota das celebridades...."
Tatiana Silva
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"O meu caso com a compra do ingresso foi ótimo: não consegui, lógico. Mas os meus horários são os mais diferentes de todos os relatos que eu já li. Eu fui atendido às 10h58 e fui informado que já não havia mais ingressos para nenhum dos dois dias e em nenhum setor (o que acaba com a idéia de que foi uma hora e meia de venda). Não querendo ouvir a minha próxima pergunta, a moça da Ticketmaster desligou na minha cara. Tudo bem. Depois, conversando com um amigo meu que trabalha na Ticketmaster, fui informado que o número de ingressos divulgado não tem nada a ver com o 1.600 é bem menos que isso, acontece que o Itaú tem uma lista de convidados um tanto longa e com isso, o número de ingressos disponíveis caiu drásticamente. Custava avisar?"
Pedro Augusto Assumpção
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"Acabo de ter a notícia de que o pedido dos dois ingressos que eu havia requisitado foi cancelado,por falta de lugar. Como falta de lugar? Se no momento em que solicitei os ingressos pela internet não havia mais lugar (meu pedido foi feito por volta das 9h30) não deveriam ter aceitado o pedido. Em outros shows não tão concorridos a única espera é a liberação da administradora do cartão de crédito, e não de disponibilidade de assento. O mais estranho é que os ingressos (2) que comprei por telefone meia hora depois dos da internet foram liberados. Resta saber o que será feito dos meus "ex-ingressos" da internet. Provavelmente alguém da família dos donos do banco patrocinador ou algum crítico musical influente irá no meu lugar, sem ter tido o esforço de ficar muito tempo na internet e no telefone. A Ticketmaster e o banco Itaú só mostraram sua incompetência de produzir um evento que seria tão importante pra diversas pessoas, pelo seu valor tanto sentimental quanto cultural. Fica aqui meu descontentamento com ambas as empresas,que se promoverão em cima de uma falsa imagem de que tudo ocorreu bem."
Maísa Mendonça
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