Venda de ingressos pela Ticketmaster tem irregularidades, diz Procon
da Folha Online
com Folha de S.Paulo
A venda de ingressos para os shows de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo, no próximos dias 25 e 26, foi realizada com irregularidade pela empresa Ticketmaster, na avaliação das entidades de defesa do consumidor Procon-SP e Pro Teste. Os 1.012 ingressos disponibilizados (506 por dia) para os espetáculos esgotaram-se menos de 1 hora depois do início das vendas.
Segundo já havia informado o Procon, por ocasião do comércio de ingressos para o show de João Gilberto, o fato de a confirmação do ingresso estar sujeita "à disponibilidade de lugares" e a impossibilidade de escolha do assento para o espetáculo na hora da compra ferem os direitos do consumidor.
A Ticketmaster pratica o que chama de "colocação de pedidos" --o comprador não conclui sua compra no site, ela dependendo da aprovação de crédito e da "disponibilidade de lugares", que leva até três dias para ser confirmada.
Apesar dos relatos de leitores da Folha Online sobre as dificuldades encontradas para a compra, nem Procon nem Pro Teste registraram, até agora, nenhuma reclamação acerca do tema. A recomendação é que os clientes que se sentirem lesados denunciem a prática, pois só isso permite que alguma providência seja tomada.
"O direito à escolha é básico. O consumidor não pode fazer uma compra no escuro. O Código inibe contratos onde possa haver surpresa negativa para o consumidor", disse em entrevista à Folha Carlos Alberto Nahas, assistente da diretoria de fiscalização do Procon-SP.
Tanto para o Procon como para a Pro Teste, a exigência de marcar o assento escolhido pelo comprador é uma garantia de que não são vendidas mais entradas que a capacidade.
A diretora da Pro Teste, Maria Inês Dolci, alerta ainda para outro fato: o risco à segurança do evento e à integridade física dos compradores. "Sem assento marcado, existe o risco de tumulto na hora da entrada do show, todo mundo quer o melhor lugar. Além disso, se pressupõe confusão de filas e aglomeração com muita antecedência", explica.
Segundo as entidades, porém, é normal que se aguarde a confirmação do cartão de crédito --só depois disso a compra é de fato liberada, pelas regras da Ticketmaster--, mas, após isso, ainda ser obrigado a aguardar disponibilidade de lugar, é algo considerado irregular.
"É preciso zelar pela transparência entre as partes e pela clareza de informação. A boa fé do consumidor na hora da compra, em dar seu cartão mas não ter a certeza em conseguir o ingresso, é afetada. Considero a prática abusiva", diz Maria Inês.
Sobre a dificuldade em acessar o site da empresa ou completar a ligação para a compra de ingresso, no entanto, ambos órgãos destacam que isso não configura irregularidade, uma vez que instabilidade na web e controle da demanda são itens alheios às empresas vendedoras.
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Porisso que esse pais não vai pra frente...João Gilberto é ditador...
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