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Ilustrada
16/08/2008 - 09h12

Bienal cria espaço para o público infanto-juvenil

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EDUARDO SIMÕES
da Folha de S.Paulo

Público sempre expressivo da Bienal de São Paulo, as crianças e adolescentes têm nesta 20ª edição um local só para eles, de 2.000 m2. Com uma arena, um espaço para oficinas e dois palcos para apresentações, o Ler É Minha Praia abriga uma programação de mais de 480 horas, que inclui contação de histórias, encontros com autores e cartunistas etc.

Entre os autores convidados estão Ilan Brenman, Jonas Ribeiro, João Bosco Bezerra Bonfim e o desenhista Spacca, que participa amanhã de um bate-papo com a escritora Lilia Moritz Schwarcz, sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil, há 200 anos.

Roteiros

Apesar da extensa programação, o projeto extrapola o espaço e compreende um roteiro guiado pelos estandes que têm atividades infanto-juvenis. Mais de 80 editoras participam.

"Vimos ao longo destes anos que as crianças e adolescentes ficavam um pouco desorientados na Bienal por conta do tamanho da feira e acabavam não visitando os estandes que realmente importam para elas", diz Íris Borges, vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e coordenadora do espaço infanto-juvenil, que deve receber 180 mil jovens, 80 mil deles em visitas agendadas.

O espaço Ler É Minha Praia fez também uma parceria com o Instituto Pró-Livro e abriga a Biblioteca Viva, destinada ao público de sete a 14 anos de idade, com três ambientes dedicados à leitura e aprendizagem.

Também para o público infanto-juvenil, a Bienal terá sessões de autógrafos com Mauricio de Sousa, que lança hoje, às 15h, no estande da editora Girassol, o livro "Turma da Mônica em Contos de Andersen, Grimm e Perrault"; e com o cartunista Ziraldo, hoje e amanhã, às 16h, no estande da editora Melhoramentos.

 

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