Fábio Miguez põe pinturas e objetos em diálogo
da Folha de S.Paulo
Um dos principais artistas paulistas da geração 80, Fábio Miguez, 46, apresenta desdobramentos de sua pesquisa sobre a pintura em sua nova mostra, que é aberta hoje (20) no Instituto Tomie Ohtake.
O destaque da exposição são os objetos que Miguez criou, que utilizam planos, espelhos e formas usadas pelo artista em seus quadros, mas que parecem ganhar o espaço e tomar novos formatos de acordo com a manipulação feita pelo público e sugerida por Miguez.
"É uma continuação da minha exposição anterior em São Paulo ["Onde", na galeria Millan, em 2006]. Esses objetos formam variados jogos e diálogos com as telas que estão nas paredes", diz o artista. "Foi um desafio colocá-las nessa sala grande do Tomie, mas acho que o trabalho ganhou força e estabeleceu novas conversas."
As seis pinturas, quatro desenhos e três objetos exibidos na mostra não deixam de lidar com questões da pintura, mesmo que tenham formato tridimensional, acredita Miguez. "Há diversos elementos desta exposição recorrentes em variadas fases do meu trabalho.
O legal é ver como eles têm mil possibilidades e configurações", diz ele, renovador da pintura nos anos 80, ao lado de nomes como Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Carlito Carvalhosa.
Fábio Miguez - Temas e Variações
Quando: abertura hoje (20), às 20h; de ter. a dom., das 11h às 20h; até 28/9
Onde: Instituto Tomie Ohtake (r. Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo; tel. 0/xx/11/2245-1900); livre
Quanto: entrada franca
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