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Ilustrada
20/08/2008 - 12h37

Mangueirense, Beth Carvalho é Portela por um dia

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CAMILA NEUMAM
Colaboração para a Folha Online

Apesar do verde e rosa, cores da Estação Primeira de Mangueira, serem sua marca registrada, a cantora Beth Carvalho, 62, mostrou que também é Portela, ao aparecer na noite desta terça-feira (19) vestida de azul e branco, no cine Bombril, em São Paulo. No local, foi realizada a exibição gratuita do documentário "O Mistério do Samba", que mostra o cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela.

Camila Neuman/Folha Online
 Beth Carvalho veste azul e branco para homenagear a Portela
Beth Carvalho veste azul e branco para homenagear a Portela

A reportagem da Folha Online flagrou a cantora saindo pela porta lateral do Conjunto Nacional --complexo onde está instalada a sala de cinema-- por volta das 23h35, com uma longa saia branca e blusa azul enfeitada com muitos colares e anéis de pedras nas cores portelenses.

No ano passado, a cantora --que desfilou por 36 anos na Mangueira-- protagonizou um dramático rompimento com a escola. Beth foi impedida de participar do desfile em um carro alegórico pela diretoria da escola. Magoada, neste ano ela desfilou pela Viradouro e pediu publicamente que a Mangueira se retratasse, o que não foi feito.

A reportagem questionou a cantora se ela agora torce pela Portela. Ao ouvir a pergunta, Beth sorriu e disse estar apenas prestando homenagem à Velha Guarda da agremiação carnavalesca do bairro Oswaldo Cruz (zona norte do Rio). "Vim assim para homenagear a escola, mas sou Mangueira".

A cantora disse ter ficado admirada com o longa. "O filme é lindo. Mais documentários como estes têm de ser feitos, principalmente da Mangueira e de outras grandes escolas."

Perguntada por que não foi vista em nenhum momento na sala de cinema onde ocorreu a exibição e o bate-papo com a cantora Marisa Monte (produtora do longa) e os diretores Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda -- mediado pelo jornalista da Ilustrada Luiz Fernando Vianna--, a cantora explicou:

"Estava em uma outra sala com umas nove pessoas assistindo ao documentário. Depois fiquei esperando o debate e ninguém me avisou que seria em outra sala. Gostaria de ter assistido [ao bate-papo]", disse.

 

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