24/04/2004
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07h24
Os acervos históricos de MPB de maior volume e abrangência são os dos selos Odeon e RCA, que pertencem respectivamente às multinacionais EMI e BMG. Seus diretores afirmam não opor resistência prévia a iniciativas como a do IMS, embora adotem cautela e registrem não terem sido consultados pela instituição.
Diz o presidente da BMG, Luiz Oscar Niemeyer: "Não fui contactado ainda pelo IMS. Em princípio não vejo problemas em autorizarmos o uso de nossos fonogramas, considerando haver métodos tecnológicos que realmente impossibilitem o download".
Para o vice-presidente da EMI, Luiz Bannitz, "é uma iniciativa excelente". "Vamos verificar, vou entrar no site e ver. Se os direitos forem pagos, penso que ninguém vá se insurgir contra a iniciativa."
Mas ele demonstra restrição ao fato de o IMS não haver ainda se comunicado com a gravadora. "A princípio entendo que há necessidade de uma autorização prévia e que não teríamos resistência em autorizar. Se houver violação de direitos, tomaremos as providências legais", conclui.
Os dados, pois, estão lançados. Os próximos dias, potencialmente históricos, devem começar a definir se se inicia um inédito acordo de paz entre internet e indústria fonográfica ou se começa uma nova rodada de animosidade entre as gravadoras e o novo mundo --e, também, os consumidores do lado de cá da tela do computador.
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da Folha de S.PauloOs acervos históricos de MPB de maior volume e abrangência são os dos selos Odeon e RCA, que pertencem respectivamente às multinacionais EMI e BMG. Seus diretores afirmam não opor resistência prévia a iniciativas como a do IMS, embora adotem cautela e registrem não terem sido consultados pela instituição.
Diz o presidente da BMG, Luiz Oscar Niemeyer: "Não fui contactado ainda pelo IMS. Em princípio não vejo problemas em autorizarmos o uso de nossos fonogramas, considerando haver métodos tecnológicos que realmente impossibilitem o download".
Para o vice-presidente da EMI, Luiz Bannitz, "é uma iniciativa excelente". "Vamos verificar, vou entrar no site e ver. Se os direitos forem pagos, penso que ninguém vá se insurgir contra a iniciativa."
Mas ele demonstra restrição ao fato de o IMS não haver ainda se comunicado com a gravadora. "A princípio entendo que há necessidade de uma autorização prévia e que não teríamos resistência em autorizar. Se houver violação de direitos, tomaremos as providências legais", conclui.
Os dados, pois, estão lançados. Os próximos dias, potencialmente históricos, devem começar a definir se se inicia um inédito acordo de paz entre internet e indústria fonográfica ou se começa uma nova rodada de animosidade entre as gravadoras e o novo mundo --e, também, os consumidores do lado de cá da tela do computador.
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