24/04/2004
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05h24
da Folha de S.Paulo
Um dos setores mais esquecidos da "cadeia alimentar" livreira, e consensualmente um dos mais problemáticos, sai da 18ª Bienal do Livro fortalecido.
Todos sabem que escritores escrevem, editores editam e os compradores de livros eventualmente compram, mas não se fala daqueles que fazem os exemplares chegarem das editoras até as livrarias espalhadas pelo mapa. Grosso modo, essa é a função das distribuidoras, segmento que teve estréias importantes nesta Bienal.
Fruto de investimentos de R$ 8 milhões do grupo financeiro Alana, um dos controladores do Itaú, duas empresas "primas" foram lançadas na feira editorial.
A Superpedido, que atuava na área de comércio eletrônico, dona do maior catálogo de preços de livros do país, foi repaginada para atuar como distribuidora. Com ela, chega na praça a Biblion, única grande empresa de logística voltada exclusivamente para o setor livreiro.
As duas fazem trabalhos complementares. "A Superpedido tem como principal competência a comercialização: conhecer os produtos, os canais de venda e oferecer as ferramentas para a negociação dos livros", explica seu diretor, Gerson Ramos.
Segundo Cláudio Ventura, cabeça da Biblion, a empresa ficará com o estoque e o manuseio físico dos livros, tarefas para as quais conta com um Centro de Distribuição com capacidade para 15 milhões de livros, em Barueri (SP). "Estamos brigando com o maior problema estrutural do livro no país, sua distribuição", diz Ventura, que já começa com carteira de oito clientes, editoras de grande porte, como a Globo, e nanicas, como a Lugano Editora.
É para atender justamente a esse nicho, o das pequenas, que também surgiu há pouco outra empresa na área de distribuição.
A Paralaxe, que participa de sua primeira Bienal, foi criada de olho em uma dificuldade das muitas empresas editoriais de pequeno porte que vêm aparecendo no mercado. "Para as grandes livrarias não interessa fazer cadastros de editoras que têm catálogo de menos de dez títulos", diz Lu Pinho, da Paralaxe.
Com o "meio de campo" feito pela distribuidora, as livrarias só precisam cadastrar a Paralaxe para terem acesso aos títulos de suas representadas. Atualmente a empresa tem 21 editoras em seu "casting", quase todas com menos de dez livros em catálogo.
Especial
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Distribuição de livros ganha "macro" e "micro" empresas
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CASSIANO ELEK MACHADOda Folha de S.Paulo
Um dos setores mais esquecidos da "cadeia alimentar" livreira, e consensualmente um dos mais problemáticos, sai da 18ª Bienal do Livro fortalecido.
Todos sabem que escritores escrevem, editores editam e os compradores de livros eventualmente compram, mas não se fala daqueles que fazem os exemplares chegarem das editoras até as livrarias espalhadas pelo mapa. Grosso modo, essa é a função das distribuidoras, segmento que teve estréias importantes nesta Bienal.
Fruto de investimentos de R$ 8 milhões do grupo financeiro Alana, um dos controladores do Itaú, duas empresas "primas" foram lançadas na feira editorial.
A Superpedido, que atuava na área de comércio eletrônico, dona do maior catálogo de preços de livros do país, foi repaginada para atuar como distribuidora. Com ela, chega na praça a Biblion, única grande empresa de logística voltada exclusivamente para o setor livreiro.
As duas fazem trabalhos complementares. "A Superpedido tem como principal competência a comercialização: conhecer os produtos, os canais de venda e oferecer as ferramentas para a negociação dos livros", explica seu diretor, Gerson Ramos.
Segundo Cláudio Ventura, cabeça da Biblion, a empresa ficará com o estoque e o manuseio físico dos livros, tarefas para as quais conta com um Centro de Distribuição com capacidade para 15 milhões de livros, em Barueri (SP). "Estamos brigando com o maior problema estrutural do livro no país, sua distribuição", diz Ventura, que já começa com carteira de oito clientes, editoras de grande porte, como a Globo, e nanicas, como a Lugano Editora.
É para atender justamente a esse nicho, o das pequenas, que também surgiu há pouco outra empresa na área de distribuição.
A Paralaxe, que participa de sua primeira Bienal, foi criada de olho em uma dificuldade das muitas empresas editoriais de pequeno porte que vêm aparecendo no mercado. "Para as grandes livrarias não interessa fazer cadastros de editoras que têm catálogo de menos de dez títulos", diz Lu Pinho, da Paralaxe.
Com o "meio de campo" feito pela distribuidora, as livrarias só precisam cadastrar a Paralaxe para terem acesso aos títulos de suas representadas. Atualmente a empresa tem 21 editoras em seu "casting", quase todas com menos de dez livros em catálogo.
Especial

