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26/08/2008 - 13h15

Poeta paquistanês Ahmed Faraz morre aos 77 anos

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da Efe, em Islamabad (Paquistão)

O escritor paquistanês Ahmed Faraz morreu na noite desta segunda-feira (25) em Islamabad, aos 77 anos. Considerado um dos mais importantes poetas modernos em língua urdu, e conhecido por suas críticas ferozes ao autoritarismo, Faraz sofria de problemas renais e estava hospitalizado em estado grave na capital paquistanesa desde que retornou dos Estados Unidos, no mês passado.

Faisal Mahmood /Reuters
Texto: Ahmed Faraz, Pakistan's greatest living Urdu poet, speaks during an interview with Reuters in Islamabad July 31, 2006. Faraz said on Monday he had returned the country's highest civilian award to protest the policies of President Pervez Musharraf. REUTERS/Faisal Mahmood (PAKISTAN)
Ahmed Faraz sofria de problemas renais e estava hospitalizado em estado grave

Amigos, escritores, personalidades do mundo da cultura e da política compareceram nesta terça-feira (26) ao enterro de Faraz em Islamabad, segundo o poeta Sarmad Sehbai.

"Era, sem dúvida, o poeta mais popular deste país. Com um grande senso do humor e um imenso amor pela vida", lembrou seu amigo e escritor.

Biografia

Faraz nasceu em 14 de janeiro de 1931 em Nowshera, na Província da Fronteira do Noroeste, então parte do Raj (domínio) britânico da Índia, mas foi criado na região vizinha de Kohat. Apesar de pertencer à etnia pashtun, Faraz escreveu toda sua obra em urdu, "a língua nacional do Paquistão à qual dedicou toda sua paixão", como lembra seu amigo poeta.

Sehabai apontou Faraz como uma das figuras de maior destaque no cenário artístico paquistanês desde a criação do país, em 1947. O poeta também era conhecido por sua atitude contestatória, que o obrigou a se exilar durante o regime do general Muhammad Zia-ul-Haq (1977-1988).

Em 2004, recebeu o prêmio nacional Hilal-i-Imtiaz, como reconhecimento a sua longa carreira poética, mas, dois anos depois, o devolveu para mostrar seu desacordo com as políticas do ex-presidente Pervez Musharraf, na época também chefe do Exército.

Faraz também trabalhou para a rádio estatal e foi presidente da Academia Paquistanesa de Letras e da Fundação Nacional do Livro.

 

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