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Ilustrada
04/09/2008 - 17h48

Veja repercussão da morte do ator Fernando Torres

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da Folha Online

Amigos e colegas de profissão falam sobre o ator, que morreu em sua casa, no Rio, nesta quinta-feira.

Ouça o comentário do autor de novelas Manoel Carlos.

TEXTO

"Tive o privilégio de trabalhar com ele na peça "Volta ao Lar", em 1977. Conheci a militância dele na classe teatral, ele lutou muito pela liberdade de expressão. Trabalhamos também na novela "Zazá", depois de muito tempo afastados. Foi um encontro fraterno. Ele era uma pessoa boa, sabia somar, conciliar forças opostas, intermediar. Uma pessoa inspirada. Apesar do ar peculiar, aquela barbona que às vezes lembrava as fotos de Karl Marx, era uma pessoa de grande doçura. Um colega extraordinário."

Cecil Thiré, ator e diretor

"Ele foi referência no início da minha carreira, e formou várias gerações. Em um programa na TV Tupi, sobre a repressão à peça 'Roda Viva', o vi pela primeira vez como intelectual. Era um debate com três pessoas da 'moral' e três de teatro, entre eles o Plínio Marcos e o Fernando Torres. Fiquei fã dele naquela noite. Nossa cultura fica cada vez mais pobre, sem Raul [Cortez], Paulo [Autran] e agora sem Fernando."

José Possi Neto, diretor

Fiz várias turnês junto dele e da Fernanda [Montenegro] ao longo de dez anos. Atualmente, minha irmã, a Carmem [Mello] é produtora das duas Fernandas. Fernando Torres era um homem de poucas palavras, mas sempre estava bem-humorado. Ele era muito generoso com as pessoas que trabalhavam com ele.

André Mello, produtor cultural

 

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