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Ilustrada
08/09/2008 - 11h38

"CQC" entrega camisas para gêmeos de Brad Pitt e Jolie

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MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

Atualizado às 12h32

O repórter do "Custe o Que Custar" ("CQC") Rafael Cortez conseguiu entregar duas camisas da seleção brasileira de futebol para o ator Brad Pitt, em Veneza. A cena será exibida no programa desta segunda-feira, que começa às 22h, na Band.

Band/Reprodução
Rafael Cortez dá camisa para Brad Pitt em Veneza
Repórter do "CQC", Rafael Cortez dá camisas para Brad Pitt (dir.) no Festival de Veneza

As camisas preparadas pela produção do "CQC" eram estampadas com os nomes do casal de gêmeos que o ator teve em 12 de julho deste ano com sua mulher, a também atriz Angelina Jolie: Knox e Vivienne.

Cortez ainda passou por apuros na Itália --onde ficou de 25 de agosto a 3 de setembro--, já que foi detido pela polícia e levado para uma delegacia, porque invadiu o tapete vermelho sem ter credencial para isso.

O repórter do "CQC" conversou com a Folha Online nesta manhã e contou como tudo aconteceu:

Folha Online - Como você deu as camisas ao Brad Pitt?

Rafael Cortez - A nossa idéia era buscar o máximo de intimidade com os artistas de Hollywood e levamos alguns presentinhos. O esquema [de segurança] lá é muito mais difícil de entrar do que aqui [no Brasil]. Na hora em que ele passou pelo corredor, eu dei a ele duas camisetas da seleção para os gêmeos. Ele levou para a lancha e passou para os seguranças. Ele não falou, mas sorriu.

Folha Online - Você falou com algum outro artista?

Cortez - Também falei com o George Clooney. Dei a ele um óculos, daqueles que tem bigode e nariz. Era muito difícil chegar perto, porque, além da segurança, tinha muitos jornalistas e fãs.

Folha Online - É verdade que a Charlize Teron não quis saber de você?

Cortez - Eu queria dar para ela um porquinho rosa de pelúcia, mas ela não quis. Na coletiva, eu disse que precisava casar com ela e que, por isso, precisava saber de qual lado da cama ela dormia. Ela foi ríspida e disse: "Do lado em que você não está". Ela ainda me disse que eu não poderia cantá-la, porque ela tinha namorado e ia chamar o segurança. Eu respondi que gostava dela. Ao ouvir isso, ela perguntou: "Você é rico, rapaz?". Respondi que era pobre, mas que já tinha ganhado um Oscar (risos). Ela retrucou: "Eu tenho um prêmio para você: um abacaxi". Tomei um fora dela.

Folha Online - Você chegou a ser preso?

Cortez - Eu consegui entrar no tapete vermelho, algo que não podia. Consegui me passar por um dos convidados com o microfone debaixo do paletó. Passei por dois seguranças e até pelo detector de metais. Entrei no tapete vermelho e cheguei à grande sala, com o Brad Pitt e o George Clooney ao meu lado. Resolvi assumir que era jornalista e saquei o microfone. Tentei entregar um pergaminho para o Brad Pitt, com uma declaração de amor para a Jolie. Quando tentei me aproximar do Clooney, eu estava muito nervoso. Foi aí que os policiais me pegaram. Falei que não sabia que era proibido estar ali.

Folha Online - Eles aceitaram suas desculpas?

Cortez - Não. Eles pediram meu passaporte e a credencial. Eles me tiraram pelos fundos, nem o Pedro Arruda [câmera] nem o Goncchi [produtor] viram. Eles me trataram de uma forma muito fria e me levaram para a delegacia. Desmontaram meu microfone para ver se ele era uma arma. O delegado era mais "boa praça" e depois me liberou, após cerca de uma hora. Antes, ele falou: "Estou de olho em você". Já um outro policial foi bem mais duro e me disse: "Vou te falar em italiano mas você vai entender: se fosse eu você tomava dois tapas na cara e era preso". Acho que me ficharam.

 

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