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08/09/2008 - 14h57

"South Park" pode sair do ar na Rússia

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da Reuters, em Moscou

Promotores da Rússia querem proibir a transmissão do seriado animado "South Park". O programa foi descrito como "extremista" depois de receber queixas de telespectadores.

Divulgação
South Park
Animação americana "South Park" foi alvo de queixas dos telespectadores na Rússia

Voltado ao público adulto, "South Park" gira em torno de um grupo de crianças de nove anos numa estação de esqui do Colorado e provoca polêmica desde sua estréia, em 1997, tendo satirizado celebridades, políticos, religião, casamento entre gays e Saddam Hussein.

A porta-voz da promotoria regional de Basmanny, Valentina Titova, disse que investigadores moveram uma ação depois de considerar que um episódio da série transmitido pela emissora de TV moscovita 2x2 em janeiro "traz sinais de atividade extremista".

"South Park" já recebeu dois prêmios Emmy e era exibido inicialmente na rede americana Comedy Central. A série é dublada em russo e retransmitida por emissoras locais, entre elas a 2x2, que transmite séries animadas em Moscou e São Petesburgo.

A União Russa de Cristãos de Fé Evangélica pediu aos promotores a proibição de "South Park" depois de 20 especialistas terem estudado o programa para verificar seu efeito sobre o público televisivo infantil.

Para o líder do grupo, Konstantin Bendas, ""South Park" é apenas um entre muitos desenhos que precisam ser tirados da televisão aberta porque insulta os sentimentos dos crentes religiosos e incita ao ódio religioso e nacional. Nossa queixa é contra muitas séries, mas este é contra o episódio 15 da terceira temporada de "South Park"', disse ele.

De acordo com o site de "South Park", o episódio em questão é intitulado "Mr. Hankey's Christmas Classics", foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1999 e traz seu elenco cantando canções de Natal.

Em 2006, a Rússia promulgou uma lei ampliando a definição de extremismo para abranger "o aviltamento da dignidade nacional" e "incitamento ao ódio religioso e nacional". Segundo seus defensores, a lei era necessária para frear uma onda de violência contra minorias étnicas.

 

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