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Ilustrada
05/12/2008 - 17h28

Obra de Valêncio Xavier é singular, diz Joca Reiners Terron

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

A morte do escritor Valêncio Xavier Niculitcheff nesta sexta-feira deixa um vácuo no cenário da literatura experimental brasileira. Misturando imagens e texto, Xavier não teve o reconhecimento devido enquanto vivo, segundo o editor e escritor Joca Reiners Terron.

"Eu inventei a editora para publicar os livros dele", afirmou Terron, da Ciência do Acidente, que publicou "Meu 7º Dia" de Xavier.

Divulgação
Escritor Valencio Xavier Niculitcheff foi expoente na literatura experimental brasileira
Escritor Valêncio Xavier foi expoente na literatura experimental brasileira

Terron disse que teve contato com o trabalho de Niculitcheff ainda na faculdade, nos anos 1980. "Eu tinha um professor que era louco por "O Mez da Grippe" --reeditado pela Companhia das Letras em 1998.

"O trabalho do Valêncio é totalmente singular, ninguém fez o que ele Valêncio Xavier fez na literatura", afirmou Terron.

"Não entendo, não descobriram a obra dele como deveriam. Em Curitiba há uma certa frieza em relação a ele e eu acho que a cidade somente reflete uma frieza que o Brasil tem", disse Terron.

Leia conto de Valêncio Xavier, do livro "Crimes à Moda Antiga" (2004).

Para o editor Arthur Nestrovski, da Publifolha, o escritor era uma reserva de invenção na literatura brasileira.

"Valêncio Xavier é uma reserva de invenção e bom humor no panorama nem sempre inventivo, muito menos bem humorado da ficção brasileira atual. Ele enxerga tudo com outros olhos, entende com outra compreensão, escreve com outras palavras -- e nos leva junto sem fazer concessões", afirmou Nestrovski.

 

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