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26/09/2008 - 20h03

Filme sobre Che Guevara é destaque no Festival de Nova York

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da Efe, em Nova York

A 46ª edição do Festival de Cinema de Nova York começa nesta sexta-feira com grande destaque para os filmes estrangeiros, entre eles quatro ibero-americanos, e com "Che", de Steven Soderbergh, como um dos mais comentados.

Christophe Karaba/Efe
CAN39 CANNES (FRANCIA) 22.05.08.- De izquierda a derecha, el actor venezolano Santiago Cabrera, el actor brasileño Rodrigo Santoro, el actor puertorriqueño Benicio Del Toro y el actor mejicano Demian Bichir posan para los fotógrafos en la presentación de la película del director estadounidense Steven Soderbergh "Che", en la edición número 61 del Festival de Cine de Cannes, Francia, hoy jueves 22 de mayo. EFE/Christophe Karaba
Santiago Cabrera, Rodrigo Santoro, Benicio Del Toro e Demian Bichir (da esq. para dir.) posam durante a exibição de "Che" em Cannes

Durante a mostra, que se prolongará até 12 de outubro no Lincoln Center de Nova York, o ponto forte será "Che", do diretor americano Steven Soderbergh, filme que deu a Benicio del Toro o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes deste ano.

Del Toro dá vida ao revolucionário argentino Ernesto "Che" Guevara, antes e durante a campanha na Bolívia, onde foi executado, algo que permitiu ao porto-riquenho "aprender muito sobre a história de Che, da América Central, de Cuba" e da América do Sul, como declarou recentemente.

No festival, se poderá ver também "Tiro en la Cabeza", de Jaime Rosales, apresentado também em San Sebastián e no qual o diretor espanhol oferece sua visão do atentado mortal contra dois guardas civis na localidade francesa de Capbreton em dezembro passado.

O filme, terceiro título do ganhador dos prêmios Goya por "La soledad", gerou certa polêmica na Espanha por levar para os cinemas uma história real marcada pela violência.

Os agentes, à paisana e desarmados, foram identificados por acaso por terroristas do grupo separatista ETA em uma cafeteria e executados pouco depois fora do estabelecimento.

28 filmes

Entre os 28 filmes de 18 países que estão previstos para serem apresentados na mostra, em que não se concedem prêmios, também se encontra "La Mujer sin Cabeza", da argentina Lucrecia Martel, que competiu pela Palma de Ouro em Cannes.

É a história de Verónica (María Onetto), uma mulher de classe média alta que atropela uma pessoa em uma estrada e decide fugir sem verificar o que ocorreu. A partir daí, entra em uma espécie de isolamento emocional que a impede de reagir.

Outro filme latino-americano que será exibido na mostra é "Voy a Explotar", do mexicano Gerardo Naranjo, apresentado no Festival de Veneza e produzido pela companhia dos atores Gael García Bernal e Diego Luna, chamada Canana Films.

O filme narra a história de dois adolescentes mexicanos que fogem em uma aventura romântica e que tem a rebeldia, a liberdade e o casamento como temas de fundo da trama.

Chileno

Completa a presença ibero-americana "Tony Manero", filme do chileno Pablo Larraín que foi escolhido para representar seu país no processo seletivo do qual sairão os cinco candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Protagonizado pelo ator chileno Alfredo Castro, o filme ainda foi escolhido para fazer parte da disputa pelo prêmio Ariel de melhor filme ibero-americano, que é concedido pela Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas.

O filme se centra em um sujeito que no final dos anos 70, em plena ditadura militar (1973-1990), se esforça para imitar Tony Manero, o personagem de John Travolta no filme "Os Embalos de Sábado à Noite".

A mostra tem início hoje com a estréia americana de "The Class", ganhador da Palma de Ouro dirigida por Laurent Cantet, um veterano no festival.

Outra estréia nos EUA será "Changeling", de Clint Eastwood, que narra a história de uma mãe solteira dos anos 20 e que conta com a participação de Angelina Jolie.

O filme que fechará o festival será "The Wrestler", dirigido por Darren Aronofsky e protagonizado por Mickey Rourke, que realiza "a atuação de sua vida", segundo o diretor adjunto de programação da Film Society, Kent Jones, que faz parte do comitê de seleção dos filmes da mostra.

Esse comitê é presidido pelo diretor de programação da Film Society, Richard Pena, e é integrado também pelos críticos Scott Foundas, Jonathan Hoberman e Lisa Schwarzbaum.

 

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