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11/10/2008 - 22h41

Devido a ataques, festival no México reforça segurança

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DAYANNE MIKEVIS
Enviada especial da Folha Online a Guanajuato (México)

Em sua 36 edição, o Festival Internacional de Cervantino, que ocorre na cidade de Guanajuato, no México, ostenta um aparato de segurança que rivaliza com o colorido da cidade e das apresentações.

Com reforço do Exercito, soldados circulam pelas ruas com armas para manter a tranqüilidade no local. Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Guanajuato recebe atracões como Joan Manuel Serrat, que abriu o evento mexicano na ultima quarta-feira com um show no qual, descontraído, falou da infância, contou piadas e voltou ao palco três vezes.

O aumento de segurança no festival ocorre devido aos ataques de narcotraficantes na cidade de Morelia, no Estado de Michoacan, que esta a cerca de 300 km de Guanajuato.

Os ataques ocorreram em 15 de setembro, no Dia da Independência do México, e foram os primeiros que tiveram civis como alvos. Ao final, nove pessoas morreram. Morelia também é a cidade na qual nasceu o presidente Felipe Calderón.

Por isso, com a presença de representantes da Catalunha, na Espanha, região homenageada do festival, e do Estado mexicano de Campeche, também homenageado aqui, a segurança foi reforçada, segundo a diretor do festival.

A pesar do trauma pelos ataques, Guanajuato foi tomada por turistas e as ruas da cidade ficam repletas ate ao anoitecer com as atividades do Cervatino. Hoje um dos destaques do festival, Deutsches Theater Berlin realiza sua última apresentação na cidade de "La Orestiada" uma peca com muito sangue, chocante, que retoma e adapta a tragédia grega.

Variado, o Cervantino recebeu grupos e participações de países como Rússia, Israel, Japão, Índia, Marrocos, Lituânia, Franca, Finlândia, Holanda, dentre muitos outros.

O festival, considerado o maior do gênero na América Latina, termina no próximo dia 26, com um show do grupo Café Tacvba. Também dentro do festival foi anunciado o inicio das comemorações do bicentenário da independência do México, que ocorre em 2010, e o centenário da Revolução Mexicana (1910-1911).

A jornalista Dayanne Mikevis viajou a convite do Comitê Ibero-americano de Periodismo e do Festival Internacional Cervantino

 

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