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22/10/2008 - 15h54

Novo estatuto reduz poderes de presidentes da fundação

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da Folha de S.Paulo

Além de Ciccillo Matarazzo, fundador da Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa é o único presidente com três mandatos na Fundação Bienal e, de acordo com o novo estatuto da instituição em discussão, será o último. Preparado por uma pequena comissão do Conselho da Fundação, cujo relator foi o jurista Carlos Francisco Bandeira Lins, o estatuto prevê a diminuição drástica dos poderes do presidente-executivo, entre eles a possibilidade de reeleição por uma única vez.

"Não queremos que aconteça aqui o que aconteceu com o Masp. Queremos proteger a Fundação e, por isso, o Conselho precisa ser a bússola, não é mais possível que o presidente-executivo tenha poderes absolutos", diz o presidente do Conselho da Fundação Bienal, o arquiteto Miguel Pereira.

Na nova proposta, não está prevista a mudança de periodicidade da mostra, mas sua realização a cada três anos não é descartada por Pereira: "Estamos em processo constituinte e nada impede essa discussão, afinal o biênio é um período mesmo exíguo".

Há cerca de um mês, em reunião do Conselho, que tem cinco vagas para membros, Pires da Costa tentou indicar nomes para completar o quadro, mas foi impedido até que vigore o novo estatuto.
Na nova proposta, que, segundo Pereira, deve ser implementada em 2009, também não será mais o presidente quem terá a prerrogativa de indicar o curador da Bienal.

 

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