Performances e instalações prometem chamar a atenção do público
SILAS MARTÍ
da Folha de S.Paulo
Dependendo do horário, a Bienal do Vazio pode parecer cheia. Com a entrada no pavilhão pela praça de eventos, no térreo envidraçado do prédio projetado por Oscar Niemeyer, o público vai dar de cara com as principais ações e performances que devem ser a marca desta edição da mostra, mas vai precisar chegar na hora certa.
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Na tentativa de integrar a exposição à rotina do parque Ibirapuera, estão programadas para as manhãs de terças, quintas, sábados e domingos ao longo da mostra as aulas de dança do coreógrafo Ivaldo Bertazzo.
É o mesmo espaço que, na noite de abertura para convidados, recebe a dupla de músicos O Grivo e, no dia seguinte, a apresentação do duo eletrônico Fischerspooner, com lotação limitada a 1.500 visitantes.
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| Bienal de SP 2008 |
Outra performance que deve lotar a praça de eventos é a peça-deboche da dupla Los Super Elegantes, formada pelo argentino Martiniano Lopez Crozet e a mexicana Milena Muzquiz, que vão reunir em "Flipi Flopi", um pastiche sobre a situação da Bienal, as figuras do curador e da modelo Gisele Bündchen.
No fim da Bienal, o coletivo assume vivid astro focus promete "ocupar e preparar" o espaço por uma semana, encerrando o evento com uma grande festa aberta ao público.
Mas enquanto tudo no térreo tem ares de grande espetáculo, o terceiro andar do pavilhão, em cima do vazio do segundo piso, é menos gritante e mais introspectivo -dos 42 artistas na mostra, 26 têm obras ali.
Embora compareçam com trabalhos antigos, os maiores nomes da 28ª Bienal são Marina Abramovic, artista sérvia considerada a principal performer ainda em atividade no mundo, e a francesa Sophie Calle, destaque da última Bienal de Veneza com a instalação "Prenez Soin de Vous", obra que não está nesta Bienal, mas que virá ao Brasil em 2009.
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| Bienal de SP 2008 |
Há ainda duas instalações da videoartista finlandesa Eija-Liisa Ahtila, uma das pioneiras do suporte. A brasileira Dora Longo Bahia intervém no espaço cobrindo todo o piso do terceiro andar com resina.
Também promete chamar atenção a expressão máxima desse vazio da Bienal: o artista Maurício Ianês vai viver nu e sem comida por duas semanas no pavilhão, passando boa parte do tempo na solidão do segundo andar.
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