Kanye West aterrissa em São Paulo com performance brilhante
ADRIANA FERREIRA SILVA
Editora do Guia Folha
De uma superestrela é esperada uma performance brilhante. E assim foi a apresentação do MC e produtor norte-americano Kanye West, que trouxe a turnê "Glow in the Dark" para abrir a primeira noite de música pop do Tim Festival, nesta quarta-feira (22), no parque Ibirapuera --ele se apresenta sexta-feira (24), no Rio.
| Tereza Novaes/Folha Online |
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| Sem banda no palco, Kayne West mostrou sua jornada pela pirotecnia no Tim Festival |
Eram 21h30 quando as luzes da tenda montada ao lado do Museu Afro Brasil se apagaram e o palco, cujo chão foi transformado numa superfície montanhosa, que remetia à Lua, foi tomado por fumaça, enquanto um telão reproduzia imagens de um céu repleto de estrelas.
Ao som das batidas metálicas de "Stronger", uma das melhores faixas de seu disco mais recente, "Graduation", Kanye West apareceu deitado no chão e foi "acordado" pela voz de um robô para cantar "Good Morning".
Começava ali uma odisséia repleta de efeitos, como a aparição de um monstro enorme de olhos vermelhos, labaredas de fogo gigantescas e projeções de vídeo impecáveis, que foi permeada pela conversa entre Kanye West e o computador de bordo de sua "nave espacial", Jane, uma versão feminina para HAL-9000, e potencializada pelo som altíssimo do lugar.
| Tereza Novaes/Folha Online |
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| Telão e efeitos especiais como labaredas e palco móvel eram parte do show de West |
Sozinho no tablado --uma banda formada por oito integrantes, incluindo "backing vocals", permaneceu o show inteiro escondida atrás do cenário--, Kanye West fez uma jornada por seus três álbuns ("The College Dropout", "Late Registration" e "Graduation"), incluindo hits como "Get' em High", "Spaceship", "Jesus Walks", "Drunk'n Hot Girls", "Gold Digger" e "Diamonds".
Em mais de uma hora e meia, West, de certa maneira, reafirmou a fama de arrogante (a banda podia aparecer pelo menos para ser aplaudida por sua bela atuação), mas também demonstrou o porquê é, atualmente, um dos artistas mais importantes da cena pop, narrando suas viagens com um "flow" --a habilidade de rimar, no rap-- que somente os grandes rimadores têm.
Uma pena é que poucos assistiram. Metade da tenda com capacidade para 4.000 lugares estava ocupada, denotando o que era óbvio: são raros os que estão dispostos a pagar R$ 250 por um ingresso. O resultado é que faltaram manos e sobraram playboys, dando ao show um clima de "festa na boate Lotus".
Entre os entendidos que foram à apresentação, houve quem achasse a viagem do rapper pirotécnica demais. Puro mau humor: o showbizz é feito de grandes espetáculos, e certamente o de Kanye West será lembrado como um dos melhores deste Tim Festival.



